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BTG negocia fusão com banco de investimento chileno

Negociação poderá criar o maior banco de investimento da América Latina

Por Beatriz Ferrari - 24 ago 2011, 15h06

O BTG Pactual anunciou nesta quarta-feira que está negociando uma fusão com o banco de investimento chileno Celfin, que atua no Chile, no Peru e na Colômbia. A aprovação da transação, segundo documento enviado a clientes, está sujeita a uma avaliação detalhada de todas as informações e documentos (due deligence) da Celfin e a critérios regulatórios.

A fusão, se completa, criará o maior banco de investimento da América Latina, que terá a liderança em vários países. “Sinergias significativas poderiam ser criadas, que beneficiariam os clientes, empregados e acionistas das duas empresas”, disse o BTG em comunicado ao mercado.

Histórico – Na última sexta-feira, o BTG entrou com um pedido de registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na ocasião, o banco esclareceu, em nota, que o “registro não tem relação com qualquer venda de títulos de dívida ou de ações do BTG Pactual e, principalmente, não indica que uma oferta pública inicial esteja iminente”.

Recentemente, o banco de André Esteves envolveu-se na polêmica proposta de fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour. O fundo de investimento Gama, do BTG, receberia recursos de investidores, entre eles o Banco Nacional para o Desenvolvimento (BNDES), para incorporar o Grupo de Pão de Açúcar na operação de fusão da varejista com a unidade brasileira do Carrefour. Após seguidos ataques públicos do sócio francês de Abílio Diniz, o grupo Casino, a proposta foi suspensa.

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Em maio deste ano, o BTG adquiriu, por 450 milhões de reais, 51% do capital votante e 21,97% das ações preferenciais sem direito a voto do banco Panamericano, envolvido em fraudes contábeis no início do ano.

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