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BRF afasta funcionários indiciados pela PF por organização criminosa

Ao todo, foram indiciadas 43 pessoas, entre elas Abilio Diniz, ex-presidente do conselho de administração da BRF, e o ex-CEO global da companhia

Por Redação
Atualizado em 15 out 2018, 21h35 - Publicado em 15 out 2018, 20h40

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, anunciou nesta segunda-feira, 15, que decidiu afastar preventivamente os funcionários indiciados pela Polícia Federal por estelionato, organização criminosa e falsidade ideológica. Eles são investigados no âmbito da Operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca, que investiga um esquema para fraudar testes que detectam a presença de bactérias em carnes para exportação.

De acordo com a companhia, os funcionários ficarão afastados até o esclarecimento dos fatos. “É de interesse máximo da administração da BRF que os fatos relacionados às investigações das autoridades sejam esclarecidos em toda a sua profundidade e extensão, uma vez que a empresa tem como princípio tolerância zero com qualquer tipo de conduta indevida”, afirma a companhia em nota.

A Operação Trapaça, deflagrada em março, descobriu que três unidades de produção de frango da BRF – em Carambeí (PR), Rio Verde (GO) e Mineiros (GO) – estavam envolvidas no esquema de fraudes. Como consequência, o governo suspendeu as exportações de carne dessas fábricas, obrigando a empresa a dar férias coletivas para seus funcionários.

Em nota, a empresa informa que “vem mantendo conversas de forma ampla e transparente com as autoridades encarregadas das investigações, com o objetivo de colaborar com o esclarecimento dos fatos”. “Ao mesmo tempo, prosseguirá as avaliações internas lideradas pelo Comitê Independente de Investigação, ligado ao Comitê de Auditoria Estatutário, que tem mandato para elucidar todos os fatos que foram ou venham a ser levantados.”

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Na avaliação da PF, “o grupo agia de forma organizada e mantinha comunicação permanente, objetivando iludir auditorias, programadas ou inopinadas, em plantas industriais da BRF, eventos nos quais produtos irregulares eram retirados de depósito e escondidos da fiscalização”.

“A mesma prática era adotada em caso de auditoria de entes estrangeiros, para que as condições de fiscalização estivessem em conformidade adequada a receber as acreditações necessárias para a continuidade de seu processo fabril, e destinação dos produtos, havendo sempre o retorno à rotina irregular de operação tão logo cessassem os atos de auditoria”, relata o delegado Mauricio Moscardi.

Ao todo, foram indiciadas 43 pessoas, entre elas Abilio Diniz, ex-presidente do conselho de administração da BRF, e o ex-CEO global da companhia Pedro de Faria.

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