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Brasil deve cair de sétima para nona maior economia do mundo até 2016

Retração do PIB e, principalmente, a alta do dólar fazem o país recuar no ranking das maiores potências econômicas

Por Da Redação 6 out 2015, 19h42

As projeções para a economia global divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira não foram alvissareiras para o Brasil, que deve ter retração de 3% e inflação de 8,9% em 2015. Mas as previsões mostram uma outra derrota: em algum momento entre o fim de 2015 e o início de 2016, o país deve cair de sétimo para nono no ranking das maiores economias do planeta, segundo o FMI.

Ao prever retração de 3% para o produto interno bruto brasileiro neste ano e de 1% para o próximo, o Fundo estima que o país encerrará 2015 com PIB de 1,8 trilhão de dólares. O número é menor que os 2,2 trilhões de dólares previstos para a Índia – que, com isso, passaria a ser a sétima maior economia mundial – e iguala a projeção do FMI para o PIB italiano.

Projeções do FMI para o PIB de 2016
Projeções do FMI para o PIB de 2016 VEJA

Brasil e Itália devem ter PIB de 1,8 trilhão de dólares neste ano, com a diferença de que a economia brasileira deve encolher em 2015 e 2016, e a italiana, ter leve crescimento. A previsão do FMI para a Itália é de crescimento de 0,8% neste ano e 1,3% no próximo. Para 2016, a previsão é de PIB de 2,4 trilhões de dólares para a Índia, 1,9 trilhão na Itália e 1,7 trilhão no Brasil.

A redução da atividade econômica brasileira é uma das razões para a queda do país no ranking das maiores economias do mundo, mas não é a única – e, possivelmente, nem a principal. Como as projeções do FMI são feitas em dólar, o desempenho dos países reflete também a variação de suas moedas. Com o real acumulando desvalorização de quase 45% neste ano, o PIB brasileiro, em dólares, fica bem menor. Foi a mesma soma de fatores – crescimento e variação cambial – que, em 2011, fez o Brasil aparecer como sexta maior economia do planeta, à frente do Reino Unido.

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Segundo o FMI, as dez maiores economias do mundo em 2016 serão, pela ordem, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Itália, Brasil e Canadá.

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(Da redação)

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