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Brasil capta US$ 1,35 bilhão no exterior com menor taxa da história

Para o investidor, a taxa de retorno foi de 2,686% anual – o valor mais baixo a ser pago pelo governo numa emissão externa

Por Da Redação - 6 set 2012, 18h00

O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira que o volume de venda da emissão de títulos do governo brasileiro, com vencimento em 5 de janeiro de 2023, foi de 1,35 bilhão de dólares. A taxa de retorno para o investidor foi de 2,686% anual – a menor paga pelo país até hoje. A marca anterior era de 3,449% ao ano, em uma captação realizada em janeiro. Para o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, essas emissões com custo mais baixo na história são importantes para “demarcar” a condição favorável do país.

Na última quarta-feira, o Brasil vendeu 1,25 bilhão de dólares em títulos nos mercados de Estados Unidos e Europa, e nesta quinta disponibilizou 100 milhões de dólares nos mercados asiáticos.

A emissão foi realizada através dos bancos Deutsche Bank e BTG Pactual. Segundo o Ministério da Fazenda, os recursos serão somados às reservas internacionais em 12 de setembro.

Novas emissões – De acordo com o secretário, o Tesouro continuará com a estratégia de tornar as taxas de juros dos papéis da dívida externa brasileira cada vez menores para ajudar as empresas nacionais a captar no exterior com custo mais baixo. “A cada emissão vemos sempre taxas menores. E vamos continuar com um programa de tornar essa taxa ainda menor”, afirmou o secretário.

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A próxima emissão poderá ser com um papel com prazo de 30 anos. “Não há definição sobre o papel. Mas haverá emissão esse ano”, acrescentou.

Augustin disse que o governo ficou muito satisfeito com o resultado da operação do Global 2023 – o novo título com prazo de vencimento de dez anos, que teve menor taxa da história do Brasil. Ele fez questão de ressaltar que a taxa de retorno ficou inferior a que era a dos títulos americanos há alguns anos.

“Hoje, o Brasil já tem um taxa muito favorável. Esse é um processo que veio para ficar. Não temos dúvida que, à medida que o tempo for passando e os fundamentos brasileiros forem se solidificando, essa percepção do mercado será cada vez mais clara”, afirmou.

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(com Agência Estado e EFE)

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