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Brasil abre 43.820 vagas de emprego formal em julho

Esse foi o quarto mês seguido com saldo positivo; no compilado de janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais, melhor desempenho desde 2014

O saldo de postos de trabalho formais criados no país em julho foi positivo em 43.820 vagas, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira, 23, no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse foi o quarto resultado mensal consecutivo no azul. Em comparação a junho, houve crescimento de 0,11%. Ante o mesmo período de 2018, o desempenho é 7,4% menor.

No total, foram 1.331.189 postos abertos e 1.287.369 de vagas fechadas no mês. Também houve crescimento no acumulado dos sete primeiros meses deste ano. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas com carteira assinada. É o melhor resultado desde 2014. Em 2018, no mesmo período, as novas vagas tinham somado 448.263.

“Consideramos que o mercado de trabalho tem apresentado sinais de recuperação gradual, em consonância com o desempenho da economia. O governo vem adotando medidas de impacto estrutural e esperamos reflexos positivos no mercado de trabalho, na medida do aprofundamento das reformas”, disse o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, em comunicado.

De acordo com o governo, sete dos oito setores econômicos contrataram mais do que demitiram em julho. Destaque para a construção civil, que teve saldo de 18.721 novos postos de trabalho. Do outro lado, apenas a administração pública registrou saldo negativo, em 315 vagas.

Geograficamente, o desempenho foi positivo em todas as regiões do país. O maior saldo foi na região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, crescimento de 0,12%.

As modalidades inseridas pelas novas leis trabalhistas foram responsáveis por 14,34% do total de postos abertos, apontou o levantamento mensal do Ministério da Economia. O trabalho intermitente, no qual o trabalhador tem carteira assinada e trabalha conforme convocação do patrão, respondeu por 5.546 empregos em julho. Já no regime de tempo parcial, o Caged apontou um saldo positivo de 740 vagas. Os desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado somaram 18.984 ocorrências no mês.