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BOVESPA-Índice volta a subir no ano com alívio externo e Petrobras

Por Da Redação - 19 jun 2012, 18h16

(Texto atualizado com mais informações e dados oficiais de fechamento da bolsa)

Por Danielle Assalve

SÃO PAULO, 19 Jun (Reuters) – O principal índice da Bovespa reverteu as perdas acumuladas no ano nesta terça-feira, impulsionado pelo forte avanço das ações da Petrobras e pela expectativa de novas medidas de estímulo monetário nos Estados Unidos.

O Ibovespa subiu 1,78 por cento, a 57.195 pontos, o maior nível de fechamento em cinco semanas. Com isso, o índice voltou ao terreno positivo no acumulado do ano, com alta de 0,78 por cento. O giro financeiro da sessão foi de 8,13 bilhões de reais.

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“Vemos uma melhora de cenário, mas ainda não se trata de uma reversão de tendência para a bolsa”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador na corretora Renascença.

“Antes, o mercado mostrava grande preocupação com a eventual saída da Grécia da zona do euro, com os bancos na Espanha e com a falta de acordo sobre como lidar com a crise. Hoje, já vemos movimentação mais coordenada, embora ainda faltem medidas concretas.”

Investidores acompanharam a reunião do G20 nesta terça-feira, em que líderes buscaram convencer os mercados financeiros de que a Europa pode agir rapidamente para combater a crise na região.

O mercado aguarda a formação de um governo de coalizão na Grécia e o desfecho da reunião do Federal Reserve (Fed, banco-central norte-americano) na quarta-feira.

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“As bolsas externas mostraram certo otimismo, com parte do mercado acreditando que o Fed deve anunciar nova rodada de estímulos”, disse o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,75 por cento. Mais cedo, o principal índice das ações europeiasavançou 1,6 por cento.

Na bolsa paulista, as ações da Petrobras impulsionaram o Ibovespa, refletindo as crescentes expectativas de que o governo possa anunciar aumento nos preços dos combustíveis.

A ação preferencial da estatal subiu 3,97 por cento, a 19,65 reais, e a ordinária teve alta de 4,82 por cento, a 20,44 reais.

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As apostas de que o governo poderia aumentar o preço dos combustíveis foram reforçadas após o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmar nessa terça-feira que o ajuste está sempre em análise no governo. Na semana passada, ele havia descartado qualquer aumento nos combustíveis.

“O ministro sempre falava que o preço dos combustíveis não subiria nesse ano, mas na medida em que ele diz agora que esta questão está sendo analisada, isso reforça a percepção do mercado de que um reajuste pode estar a caminho, só resta saber quando”, afirmou Luiz Otavio Broad, analista da Ágora Corretora.

Na última sexta-feira, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o plano de negócios da estatal para o período de 2012 a 2016 só será viável se houver aumento nos preços dos combustíveis.

A expectativa ajudou também o papel da OGX, de Eike Batista, que avançou 2,2 por cento, a 10,20 reais. Ainda entre as ações mais negociadas, a preferencial da Valesubiu 2,58 por cento, a 39,71 reais.

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Gol teve alta de 3,27 por cento, a 9,80 reais, após a companhia aérea informar que manterá o foco no modelo de baixos custos e tarifas, apesar da troca da presidência anunciada na véspera. Constantino de Oliveira Junior será substituído em 2 de julho por Paulo Sérgio Kakinoff.

Dez dos 68 ativos que compõem o Ibovespa recuaram na sessão, liderados por BM&FBovespa, que recuou 2,02 por cento, a 10,20 reais. Segundo operadores, o papel continua pressionado pelo estudo divulgado na véspera de que há espaço para a entrada de concorrentes no mercado de bolsa de valores no Brasil.(Por Danielle Assalve; Edição de Walter Brandimarte)

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