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Bovespa fecha em baixa após dados da China e IOF

Por Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO, 12 Mar (Reuters) – A Bovespa fechou esta segunda-feira em baixa, após dados da China prejudicarem o comportamento das commodities metálicas e ações ligadas aos setor. Também contribuiu o anúncio do governo, que estendeu a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para captações externas de prazo mais longo.

O Ibovespa caiu 0,48 por cento, a 66.384 pontos. O giro financeiro foi de 5,81 bilhões de reais.

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,29 por cento, enquanto o S&P 500 teve oscilação positiva de 0,02 por cento.

A China registrou déficit de 31,5 bilhões de dólares, após superávit de 27,3 bilhões de dólares em janeiro. Foi o maior saldo negativo em pelo menos uma década.

“O que pesou foram as commodities. Vale caiu por causa de China e por questões de impostos”, afirmou o sócio-diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso.

Na última sexta-feira, fontes disseram à Reuters que a Vale enfrenta problemas para se defender em uma disputa bilionária com o governo por falta de documentos.

A preferencial da Vale recuou 1,15 por cento, a 39,47 reais.

A outra blue chip doméstica, a preferencial da Petrobras teve queda de 1,18 por cento, a 23,43 reais, em dia de queda no preço do petróleo, que também pesou sobre OGX, caindo 0,95 por cento, a 16,67 reais.

Outro fator que pesou nos negócios nesta sessão foi a notícia de que o governo brasileiro, passou a cobrar alíquota de IOF de 6 por cento também das captações externas com prazo de até cinco anos. A medida, segundo o Ministério da Fazenda, tem caráter prudencial para reduzir a entrada de capital especulativo no país.

Segundo Cardoso, os investidores também permaneceram a espera da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na terça-feira, que poderá trazer o anúncio de novas medidas de estímulo a economia local, e caso as expectativas sejam frustradas, pode haver uma realização de lucros.

No Ibovespa, a maior queda foi registrada pela TIM, com perdas de 3,34 por cento, a 10,41 reais, seguida por Pão de Açúcar, com recuo de 2,66 por cento, a 84,20 reais.

Na outra ponta, Klabin teve a maior alta, de 3,11 por cento, a 9,29 reais, seguida por Hypermarcas, que após operar em forte baixa devido aos resultados do quarto trimestre, inverteu o sinal e fechou com ganhos de 2,45 por cento, a 11,73 reais.

A empresa registrou lucro líquido de 49,6 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 41 por cento em relação ao