Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Bolsas reagem com otimismo ao resgate à Espanha

Mercados financeiros da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira, enquanto as Bolsas europeias seguem com tendência positiva após a abertura

Por Da Redação 11 jun 2012, 04h46

O anúncio do acordo sobre o resgate de até 100 bilhões de euros aos bancos espanhóis, revelado no final de semana, foi bem recebido pelos mercados financeiros da Europa e Ásia nesta segunda-feira. As principais Bolsas asiáticas fecharam em alta e as europeias seguem refletindo o otimismo dos investidores após a abertura.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou com alta de 2%, enquanto em Hong Kong a alta chegou a 2,5%. Os índices dos mercados de Taiwan e de Seul também reagiram positivamente, com alta de 1,7% cada um. Na abertura, as Bolsas europeias seguiram a tendência. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, subia a 1,8%, enquanto Frankfurt atingia a marca de 2,2%.

Na Espanha, a reação foi ainda melhor. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, disparou a 5,2% logo na abertura. O resgate aos bancos espanhóis também causou imediato fortalecimento do euro no início das operações desta segunda. A moeda comum valorizou-se em mai de um centavo em realação ao dólar.

Bancos – Sete bancos espanhois serão os primeiros a receber dinheiro do resgate da União Europeia, prometido à Espanha no último sábado. São eles: Catalunya Caixa, Unnim (agora parte do BBVA), Espana-Duero (que se juntou à Unicaja), NovaCaixaGalicia, Bankia (nacionalizado em maio pelo governo espanhol), Banco Mare Nostrum e Banca Civica (que pertence ao CaixaBank).

Nesta segunda, o vice-presidente da Comissão Europeia, José Joaquín Almunia, declarou que o processo será coordenado pela troika – formada pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia -, mas o FMI não entrará como cofinanciador do empréstimo.

Quanto a este, segundo o jornal espanhol El País, o dirigente europeu afirmou que certamente “haverá condições, pois nada é de graça”. “Quem dá dinheiro nunca dá de graça, quer saber o que farão com ele”, disse Almunia. Resta, portanto, saber que condições serão as impostas à Espanha para receber o dinheiro, completou o vice-presidente da Comissão Europeia.

Continua após a publicidade
Publicidade