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Bernanke abre possibilidade de estímulos e Bovespa sobe

Por Da Redação - 17 jul 2012, 17h30

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – Passada a frustração inicial com a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, os investidores reavaliaram o discurso e se apegaram à indicação de que a autoridade monetária está pronta para tomar novas medidas se for necessário. Com isso, as bolsas migraram para o terreno positivo e, aqui, a Bovespa acompanhou o movimento. Mas a queda dos papéis da Petrobras e da Vale impediu que a alta do índice fosse um pouco maior.

O Ibovespa encerrou com valorização de 0,95%, aos 53.909,47 pontos. No mês, a queda acumulada caiu para 0,82% e, no ano, para 5,01%. Na mínima o índice atingiu 53.119 pontos (-0,53%) e, na máxima, 54.037 pontos (+1,19%). O giro financeiro foi de R$ 4,904 bilhões.

Para o superintendente da CGD Securities, Raffi Dokuzian, os EUA têm dado sinal de que as coisas estão melhorando e o presidente do Fed preferiu esperar um pouco antes de adotar qualquer medida. “Bernanke está apostando numa melhora da situação e está esperando para decidir se adota o QE3 (afrouxamento quantitativo). Se ele adotar o QE3 agora, coloca um carimbo de que o negócio não está bem. Então, ele prefere dar mais um tempo”, avaliou.

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Logo cedo, durante seu discurso ao Senado dos EUA, o presidente do Fed destacou os dois principais riscos para a economia local: as intensificadas tensões relacionadas à crise de dívida na Europa e o caminho insustentável da política orçamentária norte-americana. “Em parte, a desaceleração do crescimento na produção e nos investimentos de capital parecem refletir estresses econômicos na Europa, que, junto com o esfriamento da economia de outros parceiros comerciais, está limitando a demanda dos exportadores dos EUA”, declarou Bernanke.

No entanto, logo após os mercados reagirem negativamente às afirmações, Bernanke indicou que o Fed está pronto para tomar novas medidas se isso for preciso. Essa foi a deixa para os mercados se apegarem a algo positivo e trazerem os ativos para o campo positivo. “O mercado se apega a qualquer coisa para melhorar”, disse Dokuzian.

Por aqui, as ações da Petrobras foram na contramão do preço do petróleo no mercado internacional e fecharam em queda. O papel ON caiu 0,30% e o PN recuou 0,52%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em agosto encerrou com ganho de 0,89% – a quinta alta seguida, a US$ 89,22 o barril. Segundo analistas, o petróleo pode estar se beneficiando de padrões sazonais, já que normalmente a demanda aumenta no terceiro trimestre do ano.

Vale também fechou no vermelho. A ação ON perdeu 0,38% e a PNA, -0,10%. Segundo operadores, a queda reflete a expectativa dos investidores com o relatório de produção referente ao segundo trimestre que a mineradora divulgará na quarta-feira.

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Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com ganho de 0,62%, o S&P 500 subiu 0,74% e o Nasdaq, +0,45%.

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