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BCE afirma que programa de compra de dívida soberana está pronto

Anúncio vem logo em seguida à decisão do conselho de manuter o patar mínimo histórico dos juros para região do euro, de 075%

Por Da Redação 4 out 2012, 13h55

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse nesta quinta-feira que o programa de compra ilimitada de dívida soberana está pronto, mas são os governos que têm que decidir se solicitam a ajuda. Após a reunião do Conselho do BCE na cidade eslovena de Brdo pri Kranju, perto de Liubliana, Draghi destacou os progressos da Espanha na consolidação orçamentária, assim como nas reformas estruturais e do setor bancário, mas considerou que também ficam desafios importantes.

O dirigente se recusou a comentar se a Espanha poderá seguir adiante sem pedir ajuda externa dos programas de resgate europeus, algo que esperam há muito tempo os mercados financeiros. Draghi avaliou o plano de reestruturação do setor bancário espanhol e os testes de resistência individualizados para determinar as necessidades de capital de cada entidade.

Destacou ainda que a Espanha cobriu quase 90% de suas necessidades financeiras este ano e muitas empresas aproveitaram o efeito positivo do anúncio do plano de compra de dívida do BCE para fazer emissões. No entanto, Draghi passou a bola para os governos e disse que o Executivo espanhol e dos demais países da zona do euro são os que devem decidir se estas reformas são suficientes para que o BCE compre dívida soberana da Espanha.

O Conselho do BCE decidiu manter as taxas de juros para a zona do euro no mínimo histórico de 0,75%. Draghi explicou que o principal órgão executivo do BCE tomou esta decisão por unanimidade.

Segundo o dirigente, um corte da taxa de juros serviria apenas para impulsionar o crédito nos países com problemas de refinanciamento perante a fragmentação do mercado. O presidente comentou que o BCE observará diferentes indicadores para avaliar o grau de fragmentação do mecanismo de transmissão da política monetária, mas não estabelecerá um objetivo determinado de rentabilidade da dívida soberana ou dos diferenciais.

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Além disso, Draghi demonstrou preocupação pelo elevado desemprego em alguns países, sobretudo, entre os jovens, que qualificou de “perda de recursos”.

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(com agência EFE)

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