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BC reduz projeção de crescimento do PIB para 2,5% em 2012

Projeção de economistas do banco também mudaram perspectivas para a inflação, esperada em 4,7% este ano e 5% em 2013

Por Da Redação 28 jun 2012, 08h41

Tomando o cenário de referência, que coloca a Selic estável em 8,5% e taxa de câmbio constante em 2 reais, a projeção do BC é de uma inflação em torno de 4,7% neste ano, 5% em 2013 e 5,1% no segundo trimestre de 2014.

O Banco Central (BC) reduziu a previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano de 3,5% para 2,5%, conforme mostra seu Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira. A estimativa está abaixo também do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2011, de 2,7% de alta, resultado considerado baixo.

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Ao mesmo tempo, o BC mudou suas perspectivas para a inflação em 2012. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que antes era de 4,4% para 2012, agora é de 4,7%. Para 2013, a nova projeção ficou abaixo da anterior: é esperada alta dos preços da ordem de 5% ano que vem, contra 5,2% previsto no último relatório.

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A mudança de perspectiva ficou em linha com o que achavam analistas, que projetavam redução para 2,5% ou 3%, diante dos sinais de que a economia brasileira não está reagindo, com destaque para o setor industrial.

Cenário – Segundo a equipe de economistas que elaboraram as metas, o cenário internacional mais turbulento e de baixa atividade econômica, a desaceleração da China e qv incerteza quanto à sustentabilidade da recuperação americana são fatores que pesaram negativamente na conta das projeções. “O impacto da deterioração do cenário internacional se transmite para a economia brasileira, entre outros canais, via confiança de empresários, fluxos de comércio exterior e de investimentos”, afirma.

Porém, o BC reitera que há um contraponto nos estímulos promovidos pelo governo, especialmente os cortes na taxa básica de juros, a Selic, que ajudam no consumo das famílias e níveis de investimentos. “Os impactos das ações de política monetária implementadas desde agosto de 2011, que são defasados e cumulativos e ainda levarão algum tempo para que se manifestem integralmente sobre atividade”, ressalta.

Estímulos – A dificuldade da economia brasileira continua mesmo diante dos estímulos monetários e fiscais adotados pela área econômica. O mais recente foi dado na quarta-feira, quando o governo anunciou um pacote de estímulos envolvendo mais compras federais e redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5% ao ano. A TJLP é usada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar empresas e projetos.

O BC também tem atuado para impulsionar o crescimento, ao reduzir a Selic desde agosto passado em 4 pontos percentuais, levando-a à atual mínima recorde de 8,50% ao ano, mantendo a porta aberta para novos cortes. A economia brasileira cresceu timidamente no primeiro trimestre de 2012, a apenas 0,2% – ritmo bem inferior ao esperado pelo governo.

(Com agência Reuters)

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