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BB admite que crédito a veículos foi excessivo em 2010

Presidente da instituição, Aldemir Bendine, diz que oferta exagerada provocou alta da inadimplência; maior prejuízo veio do controlado Banco Votorantim

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, admitiu que a oferta de crédito a veículos em 2010 foi “excessiva” e provocou um aumento da inadimplência nesta linha. Este ritmo de concessão de empréstimos fez, segundo ele, com que o BB sofresse um “pouquinho” por conta do seu controlado, o Banco Votorantim (BV), que atua com foco nesta linha.

A inadimplência do BV na carteira de veículos dobrou de patamar no ano passado, de 2,5% em dezembro de 2010 para 5,0% em dezembro de 2011, alcançando 6,0% ao final de junho último. Conforme Bendine, o BB mudou sua estratégia em 2009, passando a emprestar mais para veículos e aumentando sua participação. “A concorrência foi mais agressiva na concessão de crédito a veículos no ano seguinte (2010) em um momento que o BB estava mais estabilizado nesta carteira”, lembrou ele.

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No entanto, a inadimplência da carteira de crédito a veículos – que tem sido a vilã do indicador nos últimos anos – não preocupa o Banco do Brasil, diz Bendine. A explicação é que o banco tem dedicado especial atenção a essa carteira, na qual a variação de risco com o cliente é histórica e está “mitigada”. “Estamos trabalhando com a nossa base, pois conhecemos e sabemos onde podemos correr risco”, avaliou ele, em entrevista coletiva à imprensa.

A carteira de crédito a veículos do BB somou 31,84 bilhões de reais em junho último, com aumento de 3,7% ante março e de 4,3% na comparação anual.

De acordo com Bendine, o BB agiu recentemente para aproveitar uma “demanda forte” do consumo para veículos, ainda que em meio a uma retração do mercado em geral derivada justamente da situação vivenciada entre 2009 e 2010. Ele explicou que o sofrimento dos bancos na carteira de veículos é justificado pelo fato de fazerem um movimento pró-cíclico e não contra-cíclico, diferente do adotado pelo BB. Em outras palavras, na avaliação

(com Agência Estado)