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Barbie ‘feminista’ tenta impulsionar vendas da Mattel

Em novo comercial da boneca, meninas assumem profissões como paleontólogas, treinadoras de futebol americano e empresárias

A Mattel, que produz as bonecas Barbie, apostou em uma estratégia “feminista” para divulgar seus produtos e aquecer as vendas, que têm desacelerado este ano. Na nova campanha publicitária, batizada de “Imagine the Possibilities” (imagine as possibilidades), meninas aparecem em situações reais, assumindo profissões como paleontólogas, treinadores de futebol americano e empresárias. Ao fim da peça publicitária, uma mensagem diz: “quando uma menina brinca com barbie ela pode se tornar o que quiser”.

Uma das estratégias da propaganda é desassociar a imagem da boneca à ideia de futilidade. A imagem da Barbie é geralmente mais ligada a shoppings centers e salões de beleza do que a escritórios, estádios de futebol e laboratórios. Atenta a isso, a Mattel tem diversificado sua linha de bonecas, em reação a críticas de que possuem um rígido padrão de beleza — tradicionalmente alta, magra, com cabelos lisos e loiros.

Neste ano foi lançada a linha Fashionista, com oito tons de pele diferentes, 14 rostos distintos. 22 tipos e 23 cores de cabelo e 18 cores de olho, um feito inédito para a marca. A ideia é tentar motivar as vendas, que registraram no mundo a oitava queda seguida no terceiro trimestre, de 14%.

Um dos principais motivos para a queda das vendas da Barbie é a forte concorrência com as bonecas Frozen, da Disney. Em 2016, a Hazbro terá a licença para fabricá-las. Com seguidos resultados ruins, no começo deste ano a Mattel demitiu o presidente-executivo e presidente do Conselho Bryan Stockton.

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(Da redação)