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Bancos de poupança são principal foco de ajuda na Espanha

Por Da Redação 10 jun 2012, 18h10

MADRI (Reuters) – Sete antigos bancos de poupança da Espanha, que já receberam ajuda do governo, serão os primeiros a usar recursos de fundos europeus solicitados pelo país em uma fila que pode crescer com a inclusão de todas as instituições exceto os principais maiores bancos do país.

Os bancos da Espanha concederam grandes volumes de empréstimos a empresas do setor imobiliário durante o boom de prosperidade que durou uma década no país e que acabou em 2008, deixando credores com empréstimos podres junto a construtoras e complexos de edifícios de apartamentos inacabados.

A quarta maior economia da zona do euro não consegue levantar fundos em mercados internacionais para cobrir essas perdas a preços razoáveis e teve de pedir no sábado até 100 bilhões de euros à zona do euro para oferecer apoio ao seu sistema financeiro.

O Fundo Monetário Internacional disse num relatório na sexta-feira que os bancos de poupança em pior situação, respondendo por cerca de 22 por cento do sistema financeiro do país, têm pela frente o maior desafio devido à sua elevada exposição ao mercado imobiliário.

O FMI não identificou as instituições, mas sete bancos de poupança receberam ajuda do governo para enfrentar perdas e passar por fusões. A Espanha tem agora cerca de dez bancos de poupança, menos que um quarto do total existente dois anos atrás, depois que o governo forçou um programa de consolidações.

Os sete bancos são Catalunya Caixa; Unnim – agora parte do BBVA; Espana-Duero – que se juntou à Unicaja; NovaCaixaGalicia; Bankia; Banco Mare Nostrum; e Banca Civica – que pertence ao CaixaBank.

Destes, os mais problemáticos são o Bankia, nacionalizado em um resgate de 23,5 bilhões de euros no mês passado, e os dois antigos bancos de poupança que estão lutando contra a falta de capital: o NovaCaixaGalicia e a CatalunyaCaixa.

Ambos foram criados com a fusão de bancos de poupança em regiões autônomas — Galícia e Catalunha — parcialmente para atender políticos locais. O Estado os tomou no ano passado quando ficou claro que eles não conseguiriam lidar com suas perdas.

As duas instituições precisam de cerca de 9 bilhões de euros para cobrir as últimas demandas de nível de capital impostas pelo governo para servir como colchão contra os calotes em empréstimos ao setor imobiliário, conforme informou o Banco da Espanha numa audiência com parlamentares, segundo uma fonte presente na reunião.

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