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Banco do Brasil passa a ser gestor de obras públicas

Instituição possui trabalhadores em número e qualificação necessária para administrar obras em aeroportos, armazéns agrícolas e casas de apoio à mulher

O governo escolheu o Banco do Brasil para ajudar na gestão de obras de aeroportos, armazéns agrícolas e casas de apoio a mulheres vítimas de violência. Apesar da escolha incomum, o argumento, segundo reportagem desta segunda-feira do jornal Valor Econômico, é de que a instituição possui um número maior de pessoas em seu departamento de licitações públicas do que nos órgãos formuladores de cada assunto. Além disso, a qualificação desse pessoal – grande parte engenheiros – pesou na decisão.

Ao banco será instituída a tarefa de gerir a modernização dos aeroportos do país, especialmente os regionais, cuidando tanto da parte de projetos, construção e reforma de pistas e terminais, quanto da imobiliária. Esta seria uma seara da Secretaria de Aviação Civil (SAC), mas ela possui um quadro enxuto de funcionários. Por este trabalho, segundo o jornal, o BB receberá 239 milhões de reais em comissões.

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Já o contrato com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a reforma de 80 armazéns e construção de mais de dez, sairá por 33 milhões de reais. Ele também será responsável por gerenciar a construção de 26 Casas da Mulher para a Secretaria de Políticas para as Mulheres, mas o valor da parceria não foi revelada.

O departamento de licitações do BB conta com 457 profissionais, sendo que alguns receberam, inclusive, treinamento no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Outros bancos, inclusive privados, também têm engenheiros em seu quadro de funcionários para desempenhar funções semelhantes, mas não em infraestrutura.