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Balanço de importações chinesas faz Bovespa perder 3,05%

É a maior queda desde 17 de maio; indicadores da balança comercial da China pesaram sobre as ações de empresas ligadas a commodities

Por Da Redação - 10 jul 2012, 17h27

O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira foi marcado pelo pessimismo diante de dados da balança comercial chinesa. O balanço influenciou, sobretudo, as ações de empresas brasileiras ligadas a commodities, como Vale e Petrobras. O índice de referência Ibovespa operou quase todo o dia no campo negativo. O aprofundamento das perdas em Nova York no meio da tarde também contribuiu para a performance doméstica ruim.

O Ibovespa encerrou o pregão com declínio de 3,05%, que representa a maior queda porcentual desde 17 de maio (-3,31%). O índice bateu nos 53.705,62 pontos – patamar que ainda não havia tocado durante este mês no fechamento. Na mínima, o índice atingiu 53.668 pontos (-3,12%) e, na máxima, 55.588 pontos (+0,35%). O giro financeiro somou 6,165 bilhões de reais.

China – Foi informado nesta terça-feira na China que o superávit comercial atingiu 31,7 bilhões de dólares em junho, acima do esperado. Contudo, o baixo crescimento das importações do país influenciou negativamente os negócios no Brasil – o dado sinaliza que a demanda chinesa está cada dia mais fraca. Como a maior economia asiática é também a maior compradora de commodities nacionais, as ações das companhias do segmento foram automaticamente penalizadas. O dado da balança foi divulgado depois de Pequim informar, no fim de semana, que a inflação anual ao consumidor diminuiu de 3,0% em maio para 2,2% em junho.

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A ação ordinária (ON) da Petrobras encerrou com queda de 4,68% e a preferencial (PN) cedeu 4,22%. Os papéis acompanharam o desempenho do petróleo no mercado internacional.

Já Vale caiu menos. O papel ON registrou declínio de 2,92% e o PNA, teve queda de 2,26%. No setor de siderurgia, Gerdau PN perdeu 3%; Metalúrgica Gerdau PN, caiu 2,40%; Usiminas PNA, recuou 6,23%; e Siderúrgica Nacional ON, teve baixa de 7,65%.

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O setor bancário também amargou perdas. A maior queda foi verificada nas units do Santander (-9,72%). No caso de Itaú Unibanco, o declínio foi de 4,48%. A holding da instituição anunciou que firmou, por meio de sua controlada Itaú Unibanco, contrato de associação com o Banco BMG visando oferta, distribuição e comercialização de crédito consignado. Já Bradesco, que estava no páreo pelo BMG, perdeu 1,95%.

Um operador de renda variável lembrou que, na semana passada, a bolsa chegou a acumular ganho de cerca de 7%, o que também abriu espaço para realização de lucro num ambiente de incertezas. “A gente comemora dois, três dias, para chorar nos outros”, brincou a fonte, em referência à sequência de cinco altas do Ibovespa no início do mês.

Em Nova York, o Dow Jones perdeu 0,65%, o S&P 500 recuou 0,81% e o Nasdaq caiu 1,00%.

(Com Agência Estado)

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