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As horas passam rápido demais para a Grécia

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras tem até segunda-feira para costurar um acordo salvador - se não conseguir, a saída da zona do euro soa muito provável

Por Da Redação - 20 jun 2015, 13h38

As autoridades europeias pediram ao governo de Atenas que apresente novas propostas antes da reunião de cúpula de segunda-feira em Bruxelas. As horas correm rápido demais para a Grécia, ameaçada de expulsão da zona do Euro caso suspenda o pagamento de suas dívidas. O ministro de Estado grego, Alekos Flamburaris, mencionou duas opções para poupar centenas de milhões de euros adicionais: acelerar o fim das pré-aposentadorias e reduzir do nível de impostos sobre os lucros das empresas. “Vamos apresentar medidas que cobrem a diferença (entre as estimativas dos credores e as da Grécia a respeito das necessidades financeiras do país)”, disse o ministro em entrevista ao canal Mega. Os dois pontos são as condições apresentadas por Atenas para assinar um acordo com os credores – União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional – e garantir a liberação de 7,2 bilhões de euros, a última parcela do segundo resgate financeiro ao país.

A tensão é grande em Atenas. Ainda neste sábado, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, falará ao telefone com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. O governo dos Estados Unidos também pediu um compromisso urgente sobre um programa de reformas confiáveis. A reunião de segunda-feira será uma das últimas oportunidades para encontrar um acordo até 30 de junho, data em que a Grécia deve pagar 1,5 bilhão de euros ao FMI para evitar um default que culminaria, inexoravelmente, com a saída do país da zona do euro.

Tsipras, que nunca escondeu a intenção de negociar o acordo diretamente entre chefes de Estado e de Governo, e não entre equipes técnicas, deverá convencer os sócios na reunião extraordinária de segunda-feira. Muitas autoridades europeias alertaram que a reunião não terá resultado se a Grécia não apresentar novas propostas, depois do fracasso de um encontro do Eurogrupo na quinta-feira passada. “Precisamos de uma forma de proposta sobre a mesa para a reunião”, afirmou o ministro finlandês Alexander Stubb, para quem “a bola está do lado da Grécia”. A chanceler alemã, Angela Merkel, seguiu a mesma linha ao destacar que a reunião será apenas “consultiva se não existir base para um acordo”, com novas concessões de Atenas.

A Grécia, que considera já ter feito muitos sacrifícios e que acredita ter apresentado uma lista coerente de propostas com reduções de gastos, aumento de arrecadação e reformas estruturais, não esconde a decepção com o pouco interesse demonstrado pelos interlocutores com suas medidas. O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, deixou isto claro ao descrever a reunião do Eurogrupo de quinta-feira. “Minha apresentação foi recebida com um silêncio ensurdecedor. Todas as demais intervenções ignoraram nossas propostas e reiteraram a frustração dos ministros sobre o fato de que a Grécia não tinha… nenhuma proposta”, escreveu em um artigo publicado pelo jornal Irish Times.

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(Da Redação)

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