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Após recorde histórico, dólar fecha semana abaixo dos R$ 4,20

Avanços nas negociações entre EUA e China fizeram a moeda operar estável; Bolsa subiu 1,1%

Na semana que bateu o recorde histórico, o dólar comercial operou estável e fechou esse sexta-feira, 22, em alta de 4,1929 reais na venda, ante taxa de 4,1927 reais da quinta-feira. No acumulado da semana, a moeda teve variação negativa de 0,01%. Na segunda-feira, a moeda americana bateu a marca dos 4,2061 reais na venda, maior valor já registrado.

Já o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, fechou em alta de 1,1%, aos 108.672 e alta de 2% no acumulado de segunda a sexta-feira, após duas semanas consecutivas de queda. Expectativa de acordo comercial entre China e Estados Unidos e o bom desempenho da Vale puxaram os ganhos.

A estabilidade no fim da semana foi motivada por tom positivo nos mercados globais, após dados melhores nos Estados Unidos e notícias sobre maior disposição dos governos de China e EUA de chegarem a um acordo comercial. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que um acordo comercial com a China está “potencialmente muito próximo”, e que ele está do lado tanto do povo de Hong Kong quanto do presidente Xi Jinping. Antes, em Pequim, Xi também disse que a China quer desenvolver um pacto comercial inicial com os EUA e vem tentando evitar uma guerra comercial, embora não tenha medo de retaliar quando necessário.

“Os comentários do presidente americano ajudam a manter a esperança de que um acordo preliminar entre EUA e China ainda possa ser feito neste ano”, observou o gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital. Ele ressaltou que o presidente tem travado outras batalhas políticas, como o processo de impeachment, e muitas vezes a volta do foco para a questão da guerra comercial, de forma positiva, ajuda a aliviar a pressão sob ele.

O dólar subia frente a uma cesta de divisas no exterior, mas aqui a cotação teve menos fôlego. Para agentes financeiros, aumentam as chances de uma correção e queda do valor do dólar por aqui após a máxima.

Analistas do Canadian Imperial Bank of Commerce veem o dólar a 3,90 reais no curto prazo, em parte por fluxos esperados com a privatização da Eletrobras. “Além disso, o Banco Central já sinalizou uma pausa no corte de juros depois de dezembro… o que deve fornecer outro vento de cauda para o real em 2020”, disse o banco em nota.

Já Igor Lima, da Galt Capital, destacou que o mercado interno dá sinais de crescimento da economia. Na visão do gestor, o Brasil pode estar se consolidando como “uma das poucas (e boas) histórias de aceleração de crescimento em termos globais para 2020 e a bolsa deve ser o ativo que mais vai se beneficiar neste cenário”.