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Após destituição de Josué Gomes, Fiesp anuncia novo presidente interino

Elias Miguel Haddad, de 95 anos, foi anunciado para o posto de forma interina por opositores; Gomes não reconhece o movimento

Por Felipe Mendes Atualizado em 20 jan 2023, 20h31 - Publicado em 20 jan 2023, 18h01

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tem novo presidente — ao menos de forma interina. Funcionários da entidade receberam no fim da tarde desta sexta-feira, 20, um comunicado no qual o então vice-presidente Elias Miguel Haddad é anunciado como substituto interino de Josué Gomes da Silva, destituído da função em assembleia realizada por líderes sindicais na última segunda-feira, 16.

Em resposta, Gomes disse, por meio de outro ofício, divulgado às 20h, que recebeu o movimento com “absoluta surpresa” e que a decisão de seus opositores é dar “continuidade ao escuso propósito de destituir um presidente regularmente eleito”. Gomes classifica a atitude como “isolada, desproporcional e irresponsável”, que proporciona “riscos econômicos, jurídicos e trabalhistas” na entidade, e acusa a assembleia que decidiu demovê-lo como “clandestina”. “Comunico, portanto, que nenhum ato, incluindo eventual e abusiva demissão de funcionários, está autorizada por esta Presidência”. O empresário termina o comunicado dizendo que “os responsáveis sofrerão consequências administrativas, trabalhistas e eventualmente em outras esferas.”

Nomeado pela oposição de Gomes, Haddad tem 95 anos e é o vice-presidente mais velho da entidade. Sua ascensão à presidência interina é prevista no artigo 29 do estatuto da instituição, até que se decida, em um prazo de 30 dias contados da destituição de Gomes, entre os três vice-presidentes “numerados”, que são, pela ordem, Rafael Cervone Netto, que também ocupa a presidência do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp); Dan Ioschpe e Marcelo Campos.

Nascido em Araraquara, interior de São Paulo, Haddad é descrito no portal da Fiesp como a “história viva da indústria moderna do Brasil” e como alguém que se dedica “incansavelmente” pelo “desenvolvimento socioeconômico brasileiro no que tange à indústria têxtil e de confecção”. Ele frequenta a entidade desde 1968, é coordenador do Comtextil (Comitê da Cadeia Têxtil, Confecção e Vestuário) e do Conselho Brasil-Turquia, Brasil-Paquistão, além de ser membro dos Conselhos Brasil-Tunísia, Brasil-Egito e do Conselho Deliberativo da Câmara de Comercio Árabe Brasileira.

No comunicado, a atual administração da Fiesp diz prezar “pelo rígido cumprimento do seu estatuto e pela boa convivência entre os pares que formam a instituição. Desta forma, não medirá esforços para pacificar a entidade e voltar seu foco aos temas relevantes para o setor produtivo e ao processo de reindustrialização do país.”

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