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Após Bettina, Empiricus faz acordo de R$ 4,25 mi para se enquadrar à CVM

Empresa aceitou ser regulada pela comissão e credenciará funcionários para atuarem como analistas

Por Larissa Quintino Atualizado em 13 fev 2020, 11h00 - Publicado em 12 fev 2020, 17h48

O grupo Acta, dono da Empiricus, fechou um acordo de 4,25 milhões de reais com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar uma disputa que travava desde 2018 com o órgão que fiscaliza e regula os mercados de capitais do país. No termo de compromisso assinado na terça-feira, 11, além dos valores a serem pagos, a empresa aceitou ser regulada pela CVM e significa que deve maneirar no tom das propagandas de seus produtos daqui em diante.

A empresa, que se apresentava ao mercado como produtora de conteúdo para investidores, se envolveu em uma grande polêmica no ano passado após o vídeo de uma de suas funcionárias, Bettina Rudolph, viralizar. A jovem protagonizou em março uma campanha publicitária e disse ter investido e transformado 1.520 reais em mais de 1 milhão de reais em três anos e que a empresa que trabalhava teria ferramentas para que o investidor pudesse fazer o mesmo.  A empresa chegou a ser advertida pelo Conar e multada pelo Procon-SP por publicidade enganosa. Em outubro, Bettina voltou ao Youtube para um pedido de desculpas, porém no vídeo completo tentava vender os mesmos produtos que anteriormente. 

  • Com a assinatura do termo de compromisso, serão arquivados dois processos abertos na CVM para investigar denúncia de que a Empiricus estaria distribuindo relatórios de análise de investimento e atividades privativas feita por pessoas sem o registro de analista. A Empiricus pagará 3 milhões de reais em quatro parcelas.  Haverá ainda um desembolso de 500 mil reais em nome da Inversa (empresa que compartilha sócios com a Empiricus) e de 50 mil reais em nome de cada um dos 15 analistas listados no termo.

    Além do dinheiro, os analistas e a empresa serão credenciados pela Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e devem atender às regras da CVM. Este credenciamento deverá ser feito em até 60 dias.  Em nota a CVM disse entender a proposta como “suficiente para desestimular a prática de condutas semelhantes no mercado, sendo oportuno e conveniente realizar o acordo”.

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