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Após ata do Copom, mercado eleva previsão para Selic a 8,25%

Contudo, expectativa para a inflação diminui de 5,82% para 5,73% em 2013. Estimativa para o PIB foi reduzida a 3,03%, ante 3,10% anteriormente

Por Da Redação - 18 mar 2013, 09h45

Pela segunda semana seguida, analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para a Selic, taxa básica de juros da economia, ao final deste ano. Após uma previsão de taxa a 8% na semana passada, os economistas ouvidos pelo Banco Central para a pesquisa semanal Focus desta segunda-feira apostam agora em juros a 8,25%. A projeção subiu após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indica a adoção de uma nova postura do BC em termos de política monetária: o controle da inflação.

O BC piorou suas projeções para os preços ao consumidor tanto para este ano quanto para 2014. “Para 2014, a projeção de inflação aumentou em relação ao valor considerado na reunião do Copom de janeiro e se encontra acima da central da meta, em ambos os cenários”, diz o Copom em relatório. Assim, a taxa atual, de 7,25%, recorde mínimo da história da economia brasileira, não deve ficar assim por muito tempo. Os analistas voltam agora suas atenções para a próxima reunião do Copom, em abril.

Assim, os economistas ouvidos pelo BC para o relatório Focus desta semana também apostam que a inflação deve reagir a novas medidas monetárias e abaixaram suas previsões para o acumulado do ano. Depois de ter elevado suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 5,82% em 2013, agora eles diminuíram para 5,73%. Para 2014, a expectativa subiu de 5,5% para 5,54%.

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Em fevereiro, o IPCA, leitura oficial de aumento de preços, desacelerou ante janeiro ao cair de 0,86% no primeiro mês para 0,60% no segundo, mas registrou alta de 6,31% no acumulado dos últimos 12 meses, superior aos 6,15% relativos aos 12 meses até janeiro. A elevação da inflação, que está próxima do teto da meta estabelecida pelo governo (6,5%) e muito distante de seu centro (4,5%), já está na pauta do governo.

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No último dia 8, a presidente Dilma Rousseff anunciou a desoneração de produtos da cesta básica como uma arma de combate à inflação – estratégia confirmada pelo próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ao mesmo tempo em que os economistas alteraram suas previsões para inflação e juros, a perspectiva para o Produto Interno Bruto (PIB) também mudou. A projeção de expansão do PIB em 2013 foi reduzida a 3,03%, ante 3,10% anteriormente. Para 2014, a expectativa foi mantida em 3,5%.

Já para a produção industrial, um dos gargalos da reação da atividade econômica, os analistas mantiveram sua expectativa em alta de 3% este ano e aumentaram a do ano que vem, de 3,75% para 4%.

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(com agência Reuters)

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