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Apenas dois candidatos disputarão a presidência do FMI

O presidente do banco central do Cazaquistão renunciou à disputa

Por Da Redação 10 jun 2011, 17h18

Os Estados Unidos e Europa dividiram a direção do FMI e a presidência do Banco Mundial desde 1946 e, ao que parece, vão continuar com as posições

No último dia para apresentar as candidaturas ao cargo de presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente do banco central do Cazaquistão, Grigori Martchenko, renunciou à disputa, deixando somente dois candidatos no páreo: a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, e o presidente do banco central mexicano, Agustín Carstens.

À meia-noite de sexta-feira (1 hora de Brasília do sábado) acaba o prazo para a apresentação de candidaturas para substituir o indiciado Dominique Strauss-Kahn.

Lagarde, uma advogada de formação, mas com uma sólida reputação entre seus pares ministros da Economia do grupo dos países mais desenvolvidos, aparece efetivamente como a grande favorita. “Os europeus têm uma visão única, e creio que, nos países emergentes, ainda temos a visão nacionalista, o que é lamentável”, explicou Claudio Loser, ex-diretor para América Latina do fundo, para quem as possibilidades de Carstens são escassas.

Os Estados Unidos e Europa dividiram a direção do FMI e a presidência do Banco Mundial desde 1946 e, ao que parece, vão continuar com as posições.

Carstens encontra-se nesta sexta-feira em Nova Délhi e, por enquanto, só conseguiu os votos de Espanha e de países latino-americanos – Belize, Bolívia, Colômbia, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. “Carstens foi até agora incapaz de solidificar os apoios dos países emergentes”, explicou Domenico Lombardi, do Instituto Brookings. O mexicano tem como principal virtude sua ampla experiência como economista, como secretário da Fazenda e presidente do banco central e. entre 2003 e 2006, como subdiretor-gerente do fundo.

Lista – O conselho do fundo é obrigado a apresentar a lista de candidatos no início da semana que vem, se houver três candidatos ou menos. Se houver mais de quatro candidatos, os 24 membros do conselho terão uma semana para pré-selecionar três pessoas.

(Com agência France-Presse)

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