Alta dos alimentos encarece refeições fora de casa, diz IBGE
Preços de itens básicos como legumes, carnes e pescados avançam e pressionam toda a cadeia de alimentação, do fornecedor ao consumidor final
Comer fora de casa ficou mais caro em fevereiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo de alimentação registrou alta de 0,29% no mês, enquanto os gastos com refeições fora do domicílio avançaram 0,83%, refletindo o repasse de custos ao consumidor.
O movimento é puxado principalmente pelo aumento de itens básicos. Tubérculos, raízes e legumes subiram 4,88%, seguidos por pescados (2,13%), carnes (1,47%) e produtos industrializados de carne e peixe (1%). A elevação desses insumos pressiona a estrutura de custos de bares e restaurantes, que dependem diretamente dessas matérias-primas.
Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicam que parte desse aumento vem sendo repassada aos preços finais, com reajustes entre 5% e 12%. Ainda assim, estabelecimentos têm absorvido uma parcela da alta para evitar perda de clientela em um ambiente de demanda mais sensível.
Do lado do consumo, já há mudança de comportamento. Clientes passam a priorizar opções de menor custo, como refeições por quilo, e a reduzir o valor gasto por refeição. Também cresce a substituição por alternativas mais baratas, como marmitas ou lanches.
A tendência é de manutenção da pressão nos preços. A alta recente do petróleo e o cenário internacional mais instável elevam custos de transporte e insumos agrícolas, o que tende a continuar afetando o setor de alimentação nos próximos meses.





