Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Acordo da Grécia com a troika é submetido a políticos

Segundo trechos divulgados pela imprensa, o acordo possui medidas como um corte de 20% do salário mínimo e a demissão de 15.000 funcionários públicos

Por Da Redação 8 fev 2012, 07h36

Os líderes dos três partidos da coalizão de governo da Grécia receberam uma versão de um acordo com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), e a expectativa é que o aprovem ainda nesta quarta-feira, informaram fontes políticas. Segundo trechos divulgados pela imprensa, as medidas incluiriam um corte de 20% do salário mínimo, reduções das aposentadorias e a demissão rápida de 15.000 funcionários públicos.

Os últimos retoques no documento de 50 páginas foram feitos durante a madrugada, após negociações entre o primeiro-ministro Lucas Papademos e o trio de credores institucionais da Grécia: UE, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) – grupo conhecido como troika. Agora, o momento é para os líderes da coalizão do governo de união nacional – o socialista Giorgos Papandreou, o conservador Antonis Samaras e o ultradireitista Giorgos Karatzaferis – manifestar o “acordo de princípio” com o plano, durante uma reunião com Papademos. Se aprovado, o acordo será enviado ao Parlamento.

A troika advertiu que, se essas medidas não forem ratificadas, não haverá um novo empréstimo de 130 bilhões de euros e que não permitirá a execução do perdão da dívida pactuada entre Grécia e bancos privados. Sem empréstimo e sem perdão da dívida, a Grécia caminharia para a quebra em 20 de março, quando terá de desembolsar 14,4 bilhões de euros em vencimentos de títulos da dívida, dos quais atualmente carece.

Papademos deve se reunir com os líderes por volta de 8h30 (horário de Brasília) para discutir o esboço do acordo com o FMI e a UE, disse uma fonte do governo. A maior parte dos pontos foi definida, mas será pedido aos líderes que façam uma escolha sobre as opções acerca de algumas questões fiscais.

(Com agências EFE, France-Presse e Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade