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A comédia de erros do governo Lula com imposto polêmico

Medida que alterou cobrança se aproxima do fim, enquanto o governo enfrenta resistência no Congresso e risco de novo desgaste

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 ago 2026, 21h39
A comédia de erros do governo Lula com imposto polêmico Priorizar nos meus resultados Google

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre contra o tempo para evitar a volta da cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. O Congresso Nacional precisa aprovar até 8 de setembro a medida provisória que suspendeu a cobrança, conhecida como “taxa das blusinhas”, sob risco de o imposto voltar automaticamente. Segundo análise exibida no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o tema, que já provocou desgaste político para o governo, também opõe consumidores, indústria e varejo nacionais. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Por que a taxa das blusinhas voltou a ameaçar o governo?

A taxa das blusinhas incide sobre compras de pequeno valor feitas em plataformas internacionais. De acordo com a discussão no programa, a mudança teve forte repercussão entre os consumidores e, desde maio, foi acompanhada por um aumento de 40% nas importações. Ao mesmo tempo, a indústria e o varejo nacionais resistem à manutenção das regras que, segundo o setor, prejudicam a competitividade dos produtos brasileiros.

O editor de política de VEJA, José Benedito da Silva, avaliou que a origem do problema está na própria forma como a medida foi construída. Segundo ele, a iniciativa nasceu com o objetivo de reforçar a arrecadação do governo, mas acabou provocando uma reação negativa entre os consumidores. “Quando nasceu lá era uma tentativa de reforçar o caixa. Aí depois o governo viu que era uma má ideia”, afirmou.

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Como uma medida para aumentar a arrecadação virou problema eleitoral?

Na avaliação de José Benedito, o impacto político da cobrança passou a pesar sobre o governo depois da repercussão negativa da medida. Ele citou pesquisas que, segundo sua análise, apontavam um efeito eleitoral adverso para o governo Lula. “O governo perderia votos com isso”, disse o editor de política de VEJA.

Diante da reação, o governo recorreu a uma medida provisória para suspender a cobrança. Para José Benedito, a solução criou uma nova dificuldade porque uma medida provisória foi utilizada para tentar reverter uma decisão anterior do próprio governo. “Você mandar uma medida provisória para revogar uma medida que o próprio governo tinha tomado parece um negócio de doido”, afirmou.

O governo consegue fazer a medida avançar no Congresso?

Esse é o novo obstáculo apontado no VEJA em Foco. Com a proximidade do fim da vigência da medida provisória, o governo precisa garantir sua votação no Congresso. José Benedito afirmou que a dificuldade de fazer propostas do Executivo avançarem no Legislativo se tornou parte central do problema.

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O editor também destacou a relação entre o governo e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que atualmente preside o Senado Federal. Segundo ele, há projetos e medidas provisórias do governo aguardando votação, enquanto o calendário legislativo deixa pouco espaço para novas deliberações.

O que está em jogo se o imposto voltar?

Para José Benedito, a volta da cobrança produziria um novo desgaste político para o governo. “Se a taxa das blusinhas voltar, o governo só tem prejuízo”, afirmou. Na avaliação apresentada no programa, o principal risco está justamente no caráter popular do tema, já que a cobrança pode ser percebida diretamente pelos consumidores.

Marcela Rahal também destacou a dimensão eleitoral da discussão ao introduzir o tema no programa. A avaliação apresentada no programa é que o governo terá de administrar simultaneamente a pressão da indústria e do varejo nacionais, que defendem maior competitividade para os produtos brasileiros, e a reação dos consumidores diante de uma eventual retomada do imposto.

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Ao final, José Benedito resumiu o episódio como parte de uma sequência de decisões que colocou o governo em posição defensiva. “É uma comédia de erros que vem produzindo resultados negativos e colocando o governo sempre correndo atrás do rabo”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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