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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Preço do café bate máxima em 10 anos e deve subir ainda mais. Veja por quê

VEJA Mercado: cotação da commodity é influenciada por quebra de safra e aversão global ao risco

Por Diego Gimenes 1 dez 2021, 20h06

Você deve ter percebido, o preço do café disparou. Por ser uma commodity, os grãos também são negociados em bolsas de valores, e as cotações estão nas máximas em 10 anos. Os contratos para entrega em dezembro na bolsa de Nova Iorque, que servem de referência para o Brasil, estão na faixa de 2,35 dólares por libra-peso, o equivalente a 450 gramas. A última vez que o café esteve tão caro foi em 2011, quando a cotação quebrou a barreira dos 3 dólares por libra-peso. Mas os analistas acreditam que commodity pode chegar a esses patamares novamente em 2022. “A expectativa é que ultrapasse a banda de 3 dólares por libra-peso no primeiro trimestre do ano que vem. É importante monitorar porque nem os produtores não sabem até aonde o preço do café pode ir, a única certeza é que vai subir mais”, avalia André Rolha, chefe de renda fixa e produtos de câmbio da Venice Investimentos.

As razões para explicar a disparada do café no Brasil são múltiplas e vão desde anomalias na produção brasileira até a escalada do dólar e a aversão ao risco nos mercados provocada recentemente pela variante ômicron do coronavírus e pelo temor de alta de juros mundo afora. “A grande quantidade de chuvas na região central do Brasil nos últimos meses provocou uma quebra de safra do café. Quando isso acontece, é natural os preços subirem, sobretudo num momento em que a demanda está cada vez mais crescente”, diz Guilherme Zanin, analista da Avenue Securities. “Além disso, os produtores encaram insumos mais caros em função da alta do dólar frente ao real. O custo de produção vai se manter alto e, com as anomalias no clima, os preços podem se manter em níveis elevados não apenas nos próximos meses, mas, sim, nos próximos anos”, conclui. Assim, a commodity se transforma num ativo defensivo diante das incertezas quanto à recuperação global das economias e o cafézinho vai ficando cada dia mais caro para o consumidor.

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