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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Em protesto, delegados e chefes da Receita pedem exoneração em todo o país

Saída em massa pode paralisar desembaraço de mercadorias em portos e aeroportos

Por Josette Goulart Atualizado em 22 dez 2021, 15h17 - Publicado em 22 dez 2021, 09h34

A ameaça de auditores fiscais e analistas tributários começa a ser cumprida depois da aprovação do Orçamento, que reduziu pela metade as verbas da Receita Federal. Centenas de delegados e ocupantes em cargo de confiança em todo o país estão pedindo exoneração nesta quarta-feira, 22, ameaçando com isso o andamento da arrecadação federal e ainda o desembaraço de mercadorias nos principais portos e aeroportos. Em São Paulo, 46 dirigentes pediram exoneração, incluídos na lista chefes das alfândegas. No Brasil, os números compilados pelo Sindificos chegam a 324 cargos de confiança, com estimativa de que chegue a 500.

Na carta de exoneração dos delegados de São Paulo, eles mencionam que o governo descumpriu um acordo feito com a categoria que espera desde 2016 a regulamentação do bônus de eficiência e de produtividade. O bônus de eficiência requer 450 milhões de reais do orçamento. Além disso, mencionam o corte generalizado nas verbas do fisco. “Observa-se que o valor corte orçamentário proposto é proporcional ao valor destinado para a reestruturação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenciário Nacional e do Ministério da Justiça”, diz a carta com o pedido de exoneração. O presidente Bolsonaro conseguiu 1,7 bilhão no Orçamento para dar reajuste a policiais.

O movimento também é marcado pela união das duas categorias, adversários históricos dentro da Receita, unindo Sindifisco e Sindireceita. Os servidores do Banco Central também estão se mobilizando. Já o ministro Paulo Guedes tem dito à sua equipe que todos esses servidores estão reclamando sem razão.

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