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Caso Master: ruído político, pouco efeito no mercado — por enquanto

O dinheiro segue entrando na Bolsa, mas credibilidade do bc está no radar, saiba mais no Mercado

Por Veruska Costa Donato 13 fev 2026, 06h32 •
  • A pergunta tem sido recorrente: afinal, quais os efeitos do caso envolvendo o Banco Master sobre o mercado? Até aqui, a resposta que ecoa entre gestores e estrategistas é direta: não há risco imediato no radar. Mesmo com os recentes episódios no Supremo Tribunal Federal e o avanço das investigações da Polícia Federal, o dinheiro continua fluindo para a Bolsa brasileira, que já acumula alta superior a 16% no ano e vem renovando recordes, enquanto o dólar perde força ao longo de 2025. A queda de 1,02% no pregão de ontem foi tratada como mera realização de lucros — aquele ajuste natural depois de uma sequência de ganhos.

    Redução de crédito?

    Para Felipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, o episódio pode até gerar desdobramentos, mas não provoca um abalo direto e imediato no mercado financeiro. Ele chama atenção, sim, para um efeito colateral relevante: a possível restrição de crédito. O rombo bilionário no Fundo Garantidor de Crédito, que negocia com grandes bancos para recompor reservas, pode apertar o acesso a financiamento para empresas e pessoas físicas. “O impacto tende a ser mais percebido no crédito do que nos ativos financeiros”, avalia. No campo político, porém, o caso pode ganhar musculatura e respingar nas eleições de 2026, à medida que novos fatos venham à tona e sejam precificados.

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    Credibilidade do BC

    Outro ponto sensível é a credibilidade do Banco Central do Brasil. Houve críticas sobre uma suposta demora na liquidação do banco, mas, segundo Villegas, o mercado hoje separa bem as funções da autoridade monetária: uma coisa é fiscalização bancária; outra, bem diferente, é política de juros. E é na Selic que o investidor mantém o foco. Nesse contexto, ele lembra o processo de reconstrução de confiança envolvendo o diretor Gabriel Galípolo, após uma decisão dividida sobre juros no fim de 2024 que levantou dúvidas sobre eventual viés ideológico. Ao longo de 2025, Galípolo teria adotado postura mais técnica e conservadora — talvez até “exageradamente” cautelosa, nas palavras do estrategista. Por ora, entre ruídos e incertezas, o mercado prefere olhar para frente.

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