Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Neuza Sanches

Por Neuza Sanches
Negócios, Mercados & Cia
Continua após publicidade

Fundos de previdência: super-ricos acham saída para pagar menos impostos

Mercado financeiro estima maior crescimento em fundos como o de previdência que não têm o sistema “come cotas” de incidência de impostos

Por Neuza Sanches Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 Maio 2024, 20h56 - Publicado em 26 set 2023, 09h00

Alguns produtos financeiros passaram a ser os “queridinhos” dos super-ricos diante da corrida do governo federal para tentar taxar os chamados fundos exclusivos e os fundos offshore (com recursos no exterior). Entre eles, segundo informação de banqueiros ouvidos pela coluna, estão os planos de previdência, que apresentam como grande trunfo o fato de não terem o famoso “come-cotas”.

E o que é o “come-cotas”? É um mecanismo de tributação que incide sobre grande número de fundos de investimento abertos, como os de renda fixa e os multimercados, pelo qual o Imposto de Renda é descontado semestralmente na forma de cotas – mesmo que, e aqui vem o detalhe importante, não tenha havido resgates no período. É bom lembrar que, no caso dos fundos de previdência, a mordida do Fisco só acontece no momento do resgate.

O mercado financeiro já fez as contas, e espera uma movimentação em mais de R$ 3 trilhões no ano. Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), o mercado de planos de previdência privada aberta alcançou a marca de R$ 1,2 trilhão sob gestão em fevereiro de 2023. Em 2020, o mercado brasileiro de previdência privada superou a marca dos R$ 2 trilhões em reservas, sendo metade do valor acumulado pelas entidades fechadas de previdência complementar e a outra metade pelos planos de previdência abertos, formados por seguradoras e bancos.

Ainda deve acontecer muita coisa nessa corrida de gato e rato entre o governo (que precisa elevar sua tributação para cumprir a meta de déficit fiscal zero a partir de 2024) e os super-ricos (que tentam proteger seu dinheiro). A começar da forte oposição no Congresso ao aumento da taxação. Para os investidores não tão endinheirados, também vale prestar atenção a essa opção de investimento.

Algumas vantagens:

  • Isenção de tributação de impostos ao longo do tempo, o que pode resultar em uma rentabilidade maior no momento do resgate;
  • Ausência do sistema “come-cota”, apresentado nos fundos de renda fixa, o que significa que o valor investido não sofre a incidência de impostos a cada seis meses;
  • Incentivo à poupança, pois é possível fazer a programação de subsídios mensais na conta; e
  • Portabilidade, que permite migrar para outra instituição caso o investidor não esteja satisfeito com os resultados do investimento.
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.