Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Risco Evergrande menor e Fed sem surpresa fazem bolsa subir

VEJA Mercado: ânimo dos investidores melhora após impacto da crise chinesa diminuir, juros serem mantidos nos EUA e comissão de precatórios ser criada

Por Diego Gimenes 22 set 2021, 17h33

VEJA Mercado | Fechamento | 22 de setembro.

Duas altas consecutivas. Parece pouco, mas o Ibovespa não conseguia emplacar dois dias seguidos no azul há 16 dias. A volatilidade tomou conta da bolsa de valores, e não faltaram motivos para isso, desde uma crise política até a quebra da Evergrande, na China. Hoje, a percepção dos analistas é de que esses riscos diminuíram. “O governo chinês deu sinais de sustentação e deve fatiar a Evergrande em três, um alívio que o mercado precisava”, diz Vitor Carettoni, diretor de renda variável da Lifetime Investimentos. “No Brasil, o Lira (Arthur Lira) criou uma comissão especial para resolver os precatórios e o mercado gostou do que viu. Só um pouco de articulação já ajuda o negócio a andar e a tirar essa nebulosidade do caminho.” O Ibovespa fechou em alta de 1,84%, a 112.282 pontos

Outro fator importante para a alta da bolsa foi a reunião do Fed. Como se esperava, o banco central americano manteve os juros entre 0% e 0,25%, postergando o início da retirada dos estímulos na economia para novembro. Contudo, as autoridades monetárias indicaram que esse processo deve ser mais rápido do que o previsto, e os juros podem voltar a subir já ao final de 2022.

As empresas que tiveram melhor desempenho nesta quarta-feira tem seus negócios atrelados ao minério de ferro, que subiu 16,8% em Qingdao, na China, após os ânimos se acalmarem em relação a Evergrande. Usiminas, Gerdau e Vale fecharam em altas de 8,20%, 5,84% e 3,55%, respectivamente. Destaque também para a aviação, diante da expectativa de um fim de ano que promete ser de muitas viagens no país. Azul e Gol subiram 8,19% e 5,77%, respectivamente. “Os ativos da bolsa estão muito baratos e defasados em relação ao mercado internacional. Aos poucos, os negócios voltam ao normal”, diz Viviane Vieira, operadora de renda variável da B.Side Investimentos. No lado das baixas, o setor de saúde pesou após declarações na CPI da Covid. Hapvida e Intermédica caíram 3,89% e 3,88%, respectivamente. Qualicorp e Rede D’or fecharam em quedas de 1,63% e 0,65%, respectivamente.

Continua após a publicidade

Publicidade