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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças

Os riscos dos IPOs de empresas de energia solar na bolsa 

Em fevereiro, Focus lançou ações e captou R$ 773 milhões. Nesta semana, Rio Alto Energia precificou papéis para captar R$ 800 milhões

Por Josette Goulart 8 abr 2021, 14h27

Enquanto no Congresso Nacional é travada uma guerra de lobby para aprovar projeto que afeta as empresas de energia solar, na bolsa de valores começa um movimento de lançamento de ações destas companhias. Nesta semana, a Rio Alto Energia estabeleceu uma faixa de preço para seu IPO e pretende captar 805 milhões de reais ainda em abril. No prospecto, no entanto, a empresa apresenta seus riscos. A comercializadora de energia da Rio Alto, um importante ativo para este tipo de operação, não tem autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para operar por conta de inadimplências passadas. Além disso, tem riscos de imagem relativos a um ex-sócio investigado no âmbito da “Operação Câmbio Desligo” da Polícia Federal. Por outro lado, a empresa já vendeu a energia futura de seus projetos de geração solar para a Tradener e Furnas, mas precisa do financiamento para botar as usinas de pé.

Em fevereiro, A Focus Comercializadora de Energia  fez um IPO e captou 773 milhões de reais. Boa parte do dinheiro será usado para construir usinas solares capazes de gerar 3GW de energia. Desde o IPO, as ações da Focus, no entanto, desvalorizaram cerca de 5% na bolsa.

O investidor também precisa ficar atento à questão que está sendo apreciada no Congresso e que pode mexer na rentabilidade dos projetos solares. De um lado, consumidores de energia dizem que existe um subsídio de bilhões sendo costurado para estas empresas e que será pago pela indústria e consumidores em geral. De outro, as empresas de energia solar dizem que não se pode taxar o sol. A bola está com o Congresso. 

 

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