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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Dólar sobe e vai a R$ 5,37 após Fed sinalizar fim dos estímulos; bolsa cai

VEJA Mercado: bolsa brasileira esboçava reação após pregões de queda, mas recuou no fim da tarde após ata do Fed

Por Diego Gimenes 18 ago 2021, 17h51

VEJA Mercado fechamento, 18 de agosto.

Disparou. O dólar engatou a quinta marcha e fechou a quarta-feira em alta de 2%, a 5,375 reais. A moeda americana chegou a recuar para 5,26 reais pela manhã, mas acelerou na parte da tarde após a divulgação da ata de uma reunião do Fed, o banco central americano. Os participantes apontaram para uma redução dos estímulos na economia e disseram não acreditar que a recente elevação dos casos de coronavírus penalize a retomada econômica do país. Além disso, ressaltam a recuperação do mercado de trabalho como suficiente para suportar a redução dos estímulos. “A coisa mais importante sobre isto é que a economia claramente adaptou-se à situação da pandemia”, disse James Bullard, presidente do Federal Reserve de St. Louis. O Ibovespa, que esboçava reação durante o dia após duros pregões, fez o caminho inverso ao do dólar e fechou em queda de 1,07%, a 116.642 pontos.

A Vale, mais uma vez, foi a grande vilã do dia. A cotação do minério de ferro despencou 4,6%, a 153 dólares por tonelada, o menor nível desde fevereiro. A China tem diminuído a produção de aço em função do avanço da variante delta no país. A atividade econômica de julho já veio abaixo do esperado. A Vale fechou em queda de 3,36%, enquanto outros players deste mercado, como Usiminas e CSN recuaram 4,73% e 2,31%, respectivamente. “O fortalecimento do dólar deveria impulsionar as ações dessas empresas e das exportadoras, em geral, mas, surpreendentemente, o que se vê é uma deterioração em função da queda vertiginosa do minério”, avalia Rodrigo Natali, diretor de estratégia da Inversa Publicações.

No lado das altas, o dia foi marcado pela valorização de papéis que sofreram violentamente nos últimos pregões. Embraer e CVC fecharam em altas de 3,69% e 3,09%, respectivamente. “É um sinal de redução de risco”, analisa Natali. A Braskem subiu 4,21%, após anunciar um acordo com a Nexeo Plastics para ampliar a distribuição internacional dos produtos da petroquímica para a América do Norte e a Europa. JHSF e Locaweb avançaram 2,45% e 2,22%, respectivamente, após anunciarem programas de recompra de ações.

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