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Oposição vence em sete estados no primeiro turno

Vitória foi marcante em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país

Dos 17 estados que definiram as eleições no primeiro turno, sete ficaram nas mãos da oposição e 10 com partidos aliados ao governo. O PSDB venceu em Minas Gerais, com Antônio Anastásia (62% dos votos), em São Paulo, com Geraldo Alckmin (50%), no Paraná, com Beto Richa (52%), e no Tocantins, onde Siqueira Campos derrotou o atual governador Carlos Gaguim com 50% dos votos. Em Santa Catarina e no Rio Grande de Norte, a vitória ficou com os democratas Raimundo Colombo (52%) e Rosalba Ciarlini (também com 52%). O bloco de oposição do PMDB, representado em Mato Grosso do Sul por André Puccinelli, venceu Zeca do PT com 56% dos votos. O PMDB governista foi vitorioso no Maranhão, com Roseana Sarney (50%), em Mato Grosso, com Silval Barbosa (51%), e no Rio de Janeiro, com Sérgio Cabral (66%). Omar Aziz, do PMN, ganhou no Amazonas (63%). Renato Casagrande (82%), no Espírito Santo, Eduardo Campos (82%), em Pernambuco, e Cid Gomes (61%), no Ceará, foram eleitos pelo PSB. O PT venceu na Bahia, com Jaques Wagner (63%), no Rio Grande do Sul, com Tarso Genro (54%), e em Sergipe, com Marcelo Deda (52%). A derrota em São Paulo e Minas Gerais no primeiro turno neutralizou a vitória governista nos outros três maiores colégios eleitorais – Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, pela ordem. Apesar do empenho, Lula não conseguiu levar Aloizio Mercadante (PT) ao duelo final com Geraldo Alckmin em São Paulo. Em Minas, a derrota da aliança lulista foi fragorosa. Os pré-candidatos ao governo Fernando Pimentel e Patrus Ananias tiveram de subordinar-se ao diretório nacional, que escalou o primeiro para disputar o Senado e o segundo para o posto de vice de Hélio Costa. Antônio Anastasia (PSDB) elegeu-se governador com mais de 60% dos votos. Aécio Neves e Itamar Franco arremataram as vagas no Senado. Tanto o PT quanto o PMDB acabaram esmagados pela vitória tripla idealizada por Aécio. Com quase 55% dos votos, Tarso Genro venceu o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) e a atual governadora Yeda Crusius (PSDB). A máquina governista mobilizada em favor de Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, garantiu a vitória esmagadora do atual governador sobre Fernando Gabeira (PV), que teve um desempenho heróico (20% dos votos) numa campanha financeiramente esquálida. Cabral contou com o apoio total dos governos estadual e federal. A eleição na Bahia transformou o estado no maior reduto governista do país. Jaques Wagner (PT) reelegeu-se governador com mais de 60% dos votos. Walter Pinheiro (PT) e Lídice Da Mata (PSB) conquistaram as vagas do Senado. Com a derrota do democrata Paulo Souto, a herança eleitoral de Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007, foi praticamente liquidada. Distrito Federal A impugnação da candidatura de Joaquim Roriz pela lei da Ficha Limpa e o desastroso desempenho de Weslian Roriz (PSC) no último debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal não foram suficientes para garantir a vitória de Agnelo Queiroz (PT) no primeiro turno. Mulher de Joaquim, Weslian entrou na disputa há menos de duas semana, como a encarnação feminina do marido. Nem o tema da campanha mudou: “Vote em Roriz”. O ex-governador promete estar à frente (não ao lado) de todas as decisões do futuro governo. Com 48% dos votos, Agnelo precisará se esforçar bastante para vencer – num lugar que não tem tradição petista – a política assistencialista adotada por Joaquim Roriz. Quatro vezes governador, Roriz continua com a popularidade altíssima apesar das acusações de envolvimento em casos de corrupção. Weslian jamais exerceu um cargo público.