Mais Lidas

  1. Lula sempre ganhou mensalinho da OAS, diz empreiteiro

    Brasil

    Lula sempre ganhou mensalinho da OAS, diz empreiteiro

  2. Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”

    Brasil

    Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”

  3. Felipe Melo entra de sola e detona comentarista Neto

    Esporte

    Felipe Melo entra de sola e detona comentarista Neto

  4. Marcola quer fazer botox

    Brasil

    Marcola quer fazer botox

  5. Justiça investiga manobra para reverter extradição de Pizzolato

    Brasil

    Justiça investiga manobra para reverter extradição de Pizzolato

  6. PMDB lança programa de governo

    Brasil

    PMDB lança programa de governo

  7. A miss-bumbum e o clima de fim da festa no Planalto

    Brasil

    A miss-bumbum e o clima de fim da festa no Planalto

  8. Irmãs tramam pelo WhatsApp assalto ao próprio pai no interior de São Paulo

    Brasil

    Irmãs tramam pelo WhatsApp assalto ao próprio pai no interior de...

Sergio Marchionne: 'A Fiat vai continuar crescendo no Brasil'

Presidente da empresa diz que a meta da montadora é crescer entre 5% e 7%

Por: Fernando Valeika de Barros, de Detroit - Atualizado em

Sergio Marchionne, presidente da Fiat
Sergio Marchionne, presidente da Fiat(Alessia Pierdomenico/Bloomberg/Getty Images/VEJA)

O ítalo-canadense Sergio Marchione, 59 anos, dirigiu pela primeira vez um automóvel em 1968, aos 16 anos. Era um Fiat 124 branco, quatro portas, com meros 70 cavalos, linhas retas e faróis arredondados. Quando entrou para o conselho de supervisão da Fiat, a montadora vivia uma das piores fases e ele passará para a história como o homem que salvou não apenas uma mas duas montadoras. Na Fiat, a sua missão foi colocar ordem na casa em uma empresa com estrutura de paquiderme, vendas em queda e um buraco de 10 bilhões de dólares anuais. Começou por cortar custos de produção: quando entrou na Fiat, a montadora produzia carros em 19 plataformas - serão apenas seis em 2012. Em um novo desafio, a partir de 2009, ele transformou a Chrysler na mais bem-sucedida entre as montadoras dos Estados Unidos: no ano passado, foi a montadora que mais cresceu e ganhou dinheiro a ponto de pagar, antes do prazo, sua dívida de 7,6 bilhões de dólares com o Tesouro americano.

Qual é a tendência do mercado? Quando você olha para o entusiasmo nos estandes aqui em Detroit, durante este Salão , dá para acreditar em tempos melhores. Estamos atentos, com produtos novos, como o Kubang, que faz a Maserati (marca de carros esportivos do grupo Fiat) entrar em um novo segmento.

Maserati Kubang
Maserati Kubang(Divulgação/VEJA)

Qual a pegada deste modelo? Será um utilitário esportivo de prestígio, com motor construído pela Ferrari, em Maranello. Mas será montado em Detroit, na nossa fábrica de Jefferson, a partir de 2013. É um bom exemplo das oportunidades que as sinergias podem fazer. Aqui mesmo neste Salão de Detroit lançamos o Dodge Dart aproveita a mesma plataforma da Alfa Giulietta.

Como o senhor analisa o mercado brasileiro? Apesar do real forte prejudicar a exportação de carros brasileiros, a demanda interna por automóveis está forte no país. E a economia deve continuar crescendo. A nossa meta é crescer entre 5% e 7%. Acredito que o mercado pode chegar a uma produção de 4 milhões de automóveis em dois anos.

E com relação aos outros países emergentes? Na China, esperamos entrar em produção ainda este ano com um sedã Fiat, com o 500 e com a nossa minivan Freemont. Outros produtos virão, pode ser o Kubang. Na Rússia, podemos entrar primeiro com carros da Jeep, depois com a Alfa. Na Índia acabamos de concluir uma negociação com a Ratan Tata, com quem temos uma parceria, para separar montagem de comercialização. O México é uma base excepcional para montar carros tanto para o mercado americano como para o Brasil.

Na Europa dá para esperar reação em 2012? Com os planos de austeridade para resolver a crise europeia, nos próximos três anos as vendas serão estáveis, na melhor das hipóteses. Se os países europeus não reconquistarem a confiança dos mercados o futuro da economia no continente será duvidoso.

Depois da parceria com a Chrysler, a Fiat pensa em outras? Pode ser uma alternativa para dar escala e cortar custos de produção. Já montamos o 500 em parceria com a Ford, que faz o Ka, na mesma linha de montagem na Polônia. Pode haver um terceiro parceiro. Continuo acreditando que com os investimentos para fazer automóveis modernos, a melhor resposta ainda é fazer milhões de plataformas comuns. Só sobreviverão aqueles que produzirem 5,5 milhões de carros por ano. Melhor ainda se forem 6 milhões.

TAGs:
Fiat
Indústria
Carro