Tarja Tropa de Elite 2

Cinema

André Ramiro é o novo comandante do Bope em 'Tropa de Elite 2'

Leo Pinheiro
André Ramiro volta a vestir a farda do Bope na continuação de Tropa de Elite

André Ramiro volta a vestir a farda do Bope na continuação de Tropa de Elite (Divulgação/VEJA)

"Tropa de Elite foi o start para conquistar o que sempre quis, ou seja, viver de arte, respirar arte e ter meu sustento através dela"

“Deixa que eu assumo a responsabilidade sozinho”. A fala do capitão Mathias em Tropa de Elite 2, que estreia no próximo dia 8 de outubro, em cerca de 600 salas de cinema de todo o país, pode ser encarada como a melhor síntese do papel de André Ramiro na nova sequência de José Padilha. Ao assumir o posto de comandante do Bope, vivido por Wagner Moura no primeiro filme da série, Ramiro  encara um papel ainda mais importante do que em Tropa de Elite 1. Ao substituir o agora coronel Nascimento, que se tornou secretário de Segurança de um fictício Rio de Janeiro tomado pelo poder paralelo, o ator não dá maior importância à fama.  “Acho que o reconhecimento nas ruas e convites para outros papéis serão consequência de um bom trabalho, espero que todos gostem”, diz.

Na vida real, Ramiro também “subiu de patente”. Ex-bilheteiro de um cinema no elegante shopping São Conrado Fashion Mall, no Rio de Janeiro, André mudou de lugar quando passou a trabalhar do outro lado da telona. Depois de Tropa de Elite, fez Última Parada 174, participações na televisão, e se mudou de Vila Kennedy para Copacabana, na zona Sul do Rio. “Conquistei o que sempre quis, viver de arte, respirar arte e ter meu sustento através dela”, comemora.

Agora, além de prospectar um contrato com alguma emissora de TV, investe no ramo musical e, é claro, na sua afirmação no cinema. Depois de três anos de produção lançará nos próximos dias o seu CD de rap As Crônicas de Um Rimador, com participações especiais de Gabriel, o Pensador, e Dudu Nobre; e acaba de terminar as filmagens de outra película. Dirigido por Melise Maia, ele aparecerá cantando e dançando nas salas de cinema em 2011 como o rapper MC Chocolate, do filme O Caso Libras, no qual atuou ao lado dos amigos Anderson Muller, Ernesto Piccolo e da dupla de atores surdos Bruno Ramos e Fernanda Machado.

Em entrevista ao site de VEJA, ele ainda falou de vida pessoal, música e, em um exercício de imaginação, foi otimista em relação à indicação de Tropa de Elite 2 para o prêmio do Oscar 2012. Confiram a seguir.

Como você sente a responsabilidade de ser o novo capitão do Bope?
Ter feito o Mathias novamente foi um grande presente, em se tratando de um personagem que está mais maduro, mais violento e sozinho. Minha responsabilidade era ter uma postura e voz de comando com a tropa, além de trabalhar a relação do Mathias com os outros personagens. Só tenho a agradecer ao José Padilha.

O que mudou em sua vida depois do Tropa 1?
Foi o start para conquistar o que sempre quis, ou seja, viver de arte, respirar arte e ter meu sustento através dela. Acho que o reconhecimento nas ruas e convites para outros papéis serão consequência de um bom trabalho, espero que todos gostem.

Depois de três anos de produção você finalmente lançará o seu disco. Quais são suas expectativas?
O meu projeto de vida no momento é o meu disco As Crônicas de Um Rimador. Estou muito feliz com o resultado. Para quem quiser conhecer melhor o André Ramiro é só escutá-lo, está quase tudo lá.

Dudu Nobre faz participações em As Crônicas de Um Rimador e Tropa de Elite 2. A parceria de vocês foi do filme para a música ou o contrário?
Da música para o filme. Dudu gravou uma faixa do meu disco, que se chama José Camelô, antes das filmagens do Tropa 2. Foi maravilhoso, ele é um grande parceiro. A música sempre me levou a lugares que nunca imaginei, inclusive ao cinema brasileiro.

Como foi a experiência de trabalhar num filme sobre o universo dos surdos em O Caso Libras?
O filme é a adaptação da história real de um casal surdo-mudo que brigou até a morte em um ônibus na Bahia. Uma das coisas mais interessantes deste trabalho foi ter conhecido melhor esse universo, e o contato com a linguagem que, no processo do filme, descobri que se chama libras. Ter aprendido que o surdo não é mudo, e que eles falam tanto quanto nós, são tão capazes quanto nós para qualquer função foi realmente uma troca muito interessante.

Já pensou qual discurso fará e que roupa vestirá se Tropa 2 for indicado ao Oscar 2012?
Acho que não faria um discurso, faria um agradecimento a pessoas importantes na minha vida, e principalmente ao cinema brasileiro, pois já me considero um representante dele. Quanto ao figurino, com certeza seria black tie com tênis Adidas no pé. Acho que eu ficaria charmoso.
 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados