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Sobe o número de vítimas civis nos bombardeios em Gaza

Desde o início dos ataques aéreos israelenses, 81 pessoas já morreram e mais de 500 ficaram feridas. Exército de Israel confirma que há civis entre os mortos

Pelo menos 22 pessoas, incluindo cinco menores de idade, morreram na madrugada desta quinta-feira no terceiro dia de ataques aéreos do Exército israelense contra a Faixa de Gaza, informaram fontes médicas. As mortes elevam para 81 o número de vítimas em Gaza desde o início, na terça-feira, da operação militar israelense para deter o poder de fogo do Hamas. O número de feridos é estimado em mais de 500. O porta-voz do serviço do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al Qedra, detalhou que cerca de dois terços dos mortos e feridos são mulheres e crianças. O Exército israelense reconhece que houve um aumento do número de vítimas civis.

Especialistas militares citados pela imprensa israelense acreditam que a escalada no número de civis entre os mortos nos bombardeios acontece porque, em algumas ocasiões, as advertências feitas pelo Exército do país são ignoradas pelos palestinos. O Canal 10 da televisão israelense explicou que a inteligência militar costuma telefonar para os moradores dos imóveis que serão atingidos pelos ataques aéreos. Nas advertências, Israel costuma dar uma margem de quatro minutos entre o aviso e o ataque, além de um disparo de alerta antes do bombardeio propriamente dito, segundo a emissora de televisão.

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Em um caso, os membros de uma família voltaram para uma casa em Gaza pouco depois de terem sido advertidos para sair, confirmou à rede CNN o tenente-coronel Peter Lerner, porta-voz militar. Eles morreram no ataque aéreo. Lerner considerou as mortes como “uma tragédia”, dizendo: “Isso não é o que o Exército Israelense faz”. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, convocou uma reunião de emergência nesta quarta. “Esta guerra não é contra o Hamas ou outro partido político, mas é contra o povo palestino”, disse ele à imprensa. “Como classificar este crime sob a lei internacional? Matar famílias inteiras não é um castigo coletivo?”, questionou Abbas.

Bombardeios – Caças-bombardeiros e embarcações de guerra das Forças Armadas israelenses continuaram pela terceira noite consecutiva com os ataques aéreos no território palestino. De acordo com relatos citados pela rede CNN, desde a meia-noite os bombardeios incluíram casas de famílias de milicianos, assim como edifícios pertencentes ao Ministério do Interior do Hamas, veículos das facções armadas e fazendas.

Várias mortes aconteceram na cidade de Khan Yunis, onde um ataque aéreo atingiu um café em que os clientes assistiam à semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Holanda. Oito pessoas morreram e pelo menos quinze ficaram feridas no bombardeio. O exército israelense informou que atacou mais de 100 alvos durante a noite (750 nas últimas 48 horas), na maior operação contra Gaza desde novembro de 2012.

Moradores da Faixa de Gaza disseram que escutaram fortes explosões em cidades e aldeias de todo o território palestino, principalmente na Cidade de Gaza, enquanto as ambulâncias e as equipes de resgate se apressavam para transferir as vítimas para os hospitais. O Exército israelense informou em comunicado que abateu um terrorista do Hamas no norte da Faixa de Gaza, que estava envolvido com o disparo de foguetes contra Israel. Também informou sobre outro ataque contra três pessoas da Jihad Islâmica, suspeitos de envolvimento na fabricação de foguetes de médio alcance, em uma operação que começou de madrugada.

Ataques do Hamas – O braço armado do Hamas, as brigadas de Ezedin al-Qassam, assumiu a autoria do lançamento de mais foguetes contra Tel Aviv e outras cidades do centro e do sul de Israel. As sirenes voltaram a soar esta manhã em Tel Aviv e, de acordo com o Exército israelense, um foguete foi abatido em pleno voo pelas baterias antimísseis. Além disso, o aeroporto internacional Ben Gurion, próximo da capital israelense, sofreu novamente nesta quinta-feira com atrasos devido à ativação das sirenes que alertam sobre a iminência do impacto de um projétil.

Fontes militares israelenses calcularam em aproximadamente 360 os foguetes de diferentes alcances disparados do território palestino, dos quais 255 caíram em solo israelense e 67 foram interceptados pelo sistema antimísseis “Domo de Ferro”. Por enquanto, os lançamentos de mísseis dos milicianos palestinos não provocaram vítimas, mas muitos israelenses tiveram que ser atendidos pelos serviços médicos por ataques de ansiedade e pânico.

(Com agência France-Presse)