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Confrontos e bombardeios em Kobani deixam mais de vinte mortos

As forças que lutam contra o terror jihadista conseguiram avançar, mas a cidade curda ainda não está livre dos ataques do grupo Estado Islâmico

Pelo menos 24 pessoas morreram em combates e bombardeios nesta terça-feira na periferia da cidade curdo síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Enfrentamentos entre o grupo radical Estado Islâmico (EI) e as Unidades de Proteção do Povo curdo, milícias curdo sírias, e seus aliados deixaram dez mortos na cidade de Mazara Abrosh, ao oeste de Kobani. As forças que lutam para resistir aos jihadistas do EI conseguiram avançar e recuperar algumas áreas, mas a cidade de Kobani ainda não está totalmente livre da ameaça.

O Observatório afirmou que também houve baixas entre os extremistas, mas não pôde confirmar o número pois os jihadistas não revelam informações sobre suas tropas. Choques semelhantes aconteceram também nas localidades de Manazi e Alabur, na mesma região. Além disso, pelo menos treze jihadistas morreram nos bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos contra posições do EI na população de Yulbek, ao oeste de Kobani. Os ataques aéreos destruíram dois veículos blindados dos radicais.

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Esta manhã, segundo informes de agências internacionais, a situação era aparentemente tranquila dentro de Kobani, embora pudessem ser ouvidos disparos esporádicos em alguns bairros. O EI iniciou em 16 de setembro uma ofensiva para tomar o controle Kobani. Esta região, localizada na província síria de Aleppo, é um dos três principais enclaves curdos do país. Nos últimos dias chegaram reforços de ‘peshmergas’, soldados voluntários curdos do Iraque, e do Exército Livre Sírio (ELS) para ajudar as forças curdo sírias a defender Kobani dos jihadistas.

Egito – O grupo jihadista Ansar Beit al Maqdis (Seguidores da Casa de Jerusalém) anunciou sua adesão ao Estado Islâmico (EI) e obediência ao terrorista internacionalmente procurado Abu Bakr Baghdadi, que proclamou um califado na Síria e no Iraque em junho. Em comunicado divulgado nas últimas horas em foros islamitas e nas redes sociais, o grupo Ansar Beit al Maqdis convidou todos os muçulmanos a seguirem seu exemplo e apoiarem a ideia do califado.

“Nós, após nos comprometermos a Deus, decidimos proclamar o emir dos crentes Abu Bakr Baghdadi califa de todos os muçulmanos no Iraque, na Síria e em todos os países muçulmanos”, assinalou a nota. O grupo ressaltou que o anúncio foi feito publicamente “para que todo o mundo conheça sua postura e siga seu exemplo, e para que os muçulmanos ajudem o emir Abu Bakr Baghdadi”. O grupo Ansar Beit al Maqdis, responsável por vários atentados no Egito no último ano, se comprometeu a continuar “a guerra santa contra as forças da apostasia e os judeus”.

O grupo egípcio, baseado na Península do Sinai, assim como o EI, também pratica a bárbara decapitação de alguns de seus rivais. O Ansar Beit al Maqdis e outros grupos recrudesceram os ataques contra o exército e a polícia no Sinai e em outras zonas do Egito após a queda do presidente islamita Mohammed Mursi, em 3 de julho de 2013.

(Com agências EFE e France-Presse)