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Caso Madeleine: Moradores do Algarve ofendem investigadores ingleses

Pichações chamam policiais que realizam escavações de “estúpidos”

Policiais que investigam o sumiço de Madeleine McCann foram surpreendidos com sinais de hostilidade por parte de moradores da região do Algarve, em Portugal, local onde a menina britânica desapareceu em 2007.

Nesta manhã, apareceram pichações com a frase “Polícia inglesa estúpidos” (sic) em um muro na Praia da Luz, exatamente em frente a um terreno onde os investigadores realizam novas escavações com o objetivo de buscar indícios que ajudem a solucionar o mistério do sumiço da garota.

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Essa nova fase de investigações começou no início do mês, quando a polícia britânica, com o auxílio de policiais portugueses, começou a escavar duas áreas. Na terça-feira, os investigadores afirmaram que os procedimentos nessas áreas não resultaram em nada relevante, segundo o jornal The Guardian. Eles partiram então para o outro terreno graças a uma autorização do Judiciário britânico que autorizou uma extensão do período de buscas. Cães farejadores e homens revolvendo a terra foram vistos no novo terreno nesta quarta-feira. A nova área de buscas fica a cerca de 15 minutos de caminhadas do Ocean Club Resort, onde a família McCann estava hospedada quando a menina sumiu. Na época, ela tinha três anos.

Arte/Veja.com

Mapa mostra área em que as autoridades estão realizando as buscas por Madeleine McCann

Mapa mostra área em que as autoridades estão realizando as buscas por Madeleine McCann (VEJA)

Mapa mostra área em que as autoridades estão realizando as buscas por Madeleine McCann

Um representante da família McCann evitou fazer comentários sobre as pichações. Em maio, quando essa nova fase das investigações foi anunciada na Grã-Bretanha, moradores da região já haviam se queixado em entrevistas à rede BBC que as escavações eram inapropriadas, por ocorrerem no verão, período em que a região fica lotada de turistas. Alguns se queixaram que vários turistas cancelaram reservas por causa das notícias alarmistas sobre as novas buscas. Alguns visitantes também se queixaram que a presença de policiais na região era uma “amolação”.