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Tênis: Novak Djokovic demite equipe para ‘sair de má fase’

Ex-número 1 do mundo rompeu com treinadores que o acompanhavam há mais de uma década e seguirá sozinho no circuito até encontrar "pessoa certa"

Vivendo fase difícil na carreira, o sérvio Novak Djokovic surpreendeu o mundo na tarde desta sexta-feira ao anunciar que demitiu toda sua equipe de treinadores, incluindo Marian Vajda, que o acompanhava no circuito havia onze anos.  A intenção do tenista é fazer uma “terapia de choque” para voltar a acumular bons resultados.

Junto de Vajda, foram dispensados o preparador físico Gebhard Phil Gritsch e o fisioterapeuta Miljan Amanovic. Em nota divulgada em seu site oficial, Djokovic agradeceu o profissionalismo e o comprometimento da equipe, que o ajudou a vencer 12 Grand Slams e ser número 1 do mundo por 223 semanas (acumuladas).

“Sem o apoio da minha equipe eu não alcançaria todas essas grandes proezas. Não foi uma decisão fácil, mas todos nós sentimos que uma mudança era necessária. Tenho muito orgulho e gratidão pelo relacionamento que construímos durante esses anos. Eles são minha família e isso nunca mudará”, escreveu Djokovic.

O tenista ainda disse que este será um novo capítulo em sua vida, e que focará em recuperar o topo do tênis. Para isso, ele afirmou que seguirá sozinho até encontrar um novo treinador. “Por estar no circuito há um bom tempo, sei como gerenciar a rotina e não vou me precipitar. Tomarei tempo para encontrar a pessoa certa, com quem possa me conectar profissionalmente”, concluiu.

Djokovic, que dominou o ranking mundial por mais de dois anos, perdeu o topo para o britânico Andy Murray, que segue líder desde novembro do ano passado. O sérvio tem acumulado maus resultados desde as Olimpíadas de 2016, quando foi eliminado na primeira rodada pelo argentino Juan Martín del Potro. Desde então, o tenista só conseguiu chegar a uma final, no ATP Finals, sendo derrotado por Murray.