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Temer exonera dois ministros no dia da votação da PEC do Teto

Bruno Araújo (PSDB-PE), das Cidades, e Fernando Coelho Filho (PSB-PE), de Minas e Energia, são da base aliada e devem votar a favor da medida

O presidente Michel Temer exonerou o ministro das Cidades, Bruno Araújo, e o de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, nesta segunda-feira, conforme decretos publicados no Diário Oficial da União (DOU). O motivo das exonerações não foi informado, mas deve se tratar de um licenciamento para reforçar a votação a favor da Proposta de Emenda à Constituição 241, que cria um teto para o crescimento do gasto público. Os dois ministros são deputados federais da base aliada de Temer. Bruno Araújo é do PSDB e Fernando Coelho Filho, do PSB, ambos de Pernambuco.

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A PEC do Teto, que é a medida central do governo para conter o aumento acelerado da dívida pública, ajustar a política fiscal e reanimar a economia do país, é o principal destaque da pauta do plenário da Câmara nesta segunda-feira. A sessão de hoje deve dar início à votação da matéria em primeiro turno na Casa. A intenção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é concluir essa etapa até amanhã.

A estratégia se soma às várias outras ações que a equipe econômica e o próprio presidente têm realizado para conseguir a aprovação da matéria ainda neste ano. Ontem, Temer promoveu um jantar para cerca de 215 parlamentares, além de ministros e assessores, no Palácio da Alvorada.  O objetivo era mostrar, mais uma vez, a necessidade, do ponto de vista do governo, de aprovar o limite previsto na PEC.

Pelos cálculos do governo, apesar da resistência de alguns setores, da Procuradoria-Geral da República e da oposição, a PEC do Teto deverá ser aprovada hoje com ao menos 350 votos. Se tudo seguir conforme o cronograma previsto, o último capítulo da votação deve ocorrer no fim do mês, entre os dias 24 e 25.

Durante a votação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ministros com mandato parlamentar também adotaram a estratégia de “se licenciar” para participar das sessões de votação, tanto na Câmara quanto no Senado.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Em outro post sobre essa PEC eu disse que seria como aquecer o motor do trator que vai passar um rodo sobre os pobres contribuintes que não tem nem onde cair morto. Agora Temer ameaça esses mesmos contribuintes que, se a PEC não passar, vai buscar outras formas de resolver o problema como a recriação da CPMF. A minha previsão cada vez mais se confirma. Como sempre esse governo pífio não tem ousadia de enfrentar o congresso e mais uma vez vai buscar sua salvação em cima do já combalido contribuinte recriando novos impostos, enquanto aos autores do maior assalto aos cofres públicos de toda a humanidade não arreda nem um passo para abrir mão de seus invejosas mordomias.

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  2. everton pereira

    Qual a diferença de governo para o anterior??? Apenas a extrema direita voltando ao poder e fazer a mesma coisa.

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