Relator: Difícil votar reforma antes de denúncia contra Temer

O relator vai se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumirá a presidência durante a viagem de Michel Temer

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse nesta segunda-feira que a proposta deverá ser votada no plenário da Casa somente após a apreciação da eventual denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) pelos deputados. A autorização deverá ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República e precisa ser admitida pela Câmara.

Na terça, o relator vai se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumirá a presidência da República durante a viagem de Michel Temer (PMDB) ao exterior, e com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB), para definir um calendário de votação.

A base governista está na expectativa de receber o pedido de autorização do processo contra Temer nos próximos dias. Para o presidente virar réu no Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso o voto de 352 deputados pela admissibilidade. Como Rodrigo Maia já declarou, a ordem é que o pedido seja analisado rapidamente. “Eu acho que é isso tem que ser feito”, opinou Arthur Maia. Ele deu uma palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na manhã desta segunda-feira.

“Eu acho que é difícil votar a reforma antes da denúncia”, afirmou o parlamentar em entrevista coletiva após a palestra. “Então votaremos a denúncia e em seguida daremos sequência à reforma.”

O deputado disse que mantém a expectativa de votar a medida no plenário da Câmara em agosto, mas que a decisão caberá ao presidente da Casa, Rodrigo Maia.

(Com Estadão Conteúdo)

 

 

Comentários

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  1. Marcos Cohen

    Este governo não tem mais condições morais de submeter a votação algo além da trabalhista, esta já em avançado estágio.

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