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PANORAMA3-Mercados têm dia volátil com incertezas no exterior

SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) – As bolsas internacionais tiveram um dia volátil nesta sexta-feira, em meio a preocupações em relação à Grécia e à zona do euro, indicadores mistos no exterior e quedas das ações de bancos nos Estados Unidos.

As bolsas norte-americanas, por exemplo, fecharam praticamente estáveis, registrando leves quedas. As ações de bancos do país despencaram, após o JPMorgan Chaseafirmar que perdeu bilhões por conta de negociações ruins. Amortizaram as quedas nos mercados os rendimentos dos papéis do setor de tecnologia.

Mais cedo, os principais índices acionários europeus fecharam em terreno positivo, registrando uma melhora perto do final da sessão depois da divulgação de dados positivos sobre a economia norte-americana, e que inverteram a tendência de perdas vista na abertura.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em alta de 0,32 por cento, aos 1.022 pontos.

O indicador de sentimento do consumidor nos EUA colaborou para uma melhora das bolsas nesta sexta-feira, ao avançar para o maior nível em mais de quatro anos no início de maio. A leitura preliminar mensal do índice foi de 77,8, ante 76,4 em abril, superando as previsões, que apontavam para 76,2.

Por outro lado, indicadores chineses vieram negativos e mantiveram as dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia do país. Dados industriais chineses mostraram desaceleração nas vendas no varejo e queda nos preços maiores do que o esperado.

Na Europa, a indefinição política persistiu na Grécia. O líder do moderado partido Esquerda Democrática parece ter acabado nesta sexta-feira com as chances de formação de um governo de coalizão, afirmando que não apoiaria nenhum bloco que apoiasse o resgate da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além de ficar de olho na Grécia, Espanha e França permanecem no radar do mercado, já que sofreram intensa pressão da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) para aprofundar cortes em seus déficits.

Já no cenário doméstico, a bolsa brasileira chegou a subir até mais 1 por cento, mas acompanhou os mercados norte-americanos e fechou em queda pelo quarto pregão seguido.

O dólar também apresentou volatilidade ante o real e acabou por encerrar a sessão com leve alta. Durante a semana, a divisa norte-americana acumulou ganho de 1,56 por cento, em função do quadro internacional de maior aversão ao risco e completando nove dias sem atuação do Banco Central no mercado.

Já os contratos mais curtos de juros futuros operaram em queda, com expectativa de mais cortes da Selic -atualmente em 9 por cento ao ano- e também em função do exterior e do discurso do governo apontando que preferirá a política monetária para estimular a economia.

Na véspera, membros da equipe econômica, com declarações principalmente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, indicaram que o governo não está vendo a alta do dólar como um problema à trajetória da inflação, o que também reforçou as expectativas de mais cortes na Selic.

Dados do emprego na indústria, divulgados nesta sexta-feira, ainda apontaram para uma atividade fraca no Brasil. Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o emprego no setor caiu 0,4 por cento em março sobre fevereiro, recuando 1,2 por cento na comparação com o mesmo mês de 2011.

AGENDA

Entre os indicadores com divulgação prevista para segunda-feira está o da produção industrial de março da zona do euro. No mercado doméstico, por sua vez, serão anunciados o Relatório Focus e a a balança comercial semanal.

Veja como ficaram os principais mercados financeiros nesta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 1,9560 real, em alta de 0,20 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caiu 0,43 por cento, para 59.445 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 5,9 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caiu 1,12 por cento, a 28.759 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2014 estava em 8,470 por cento ao ano, ante 8,460 por cento no ajuste anterior.

EURO

Às 18h28 (horário de Brasília), a moeda comum europeiaera cotada a 1,2919 dólar, ante 1,2935 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,000 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 0,980 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil subia 2 pontos, para 197 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 6 pontos, a 342 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,27 por cento, a 12.820 pontos, o S&P 500 registrou desvalorização de 0,34 por cento, a 1.353 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,01 por cento, aos 2.933 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto caiu 0,95 dólar, ou 0,98 por cento, a 96,13 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,8393 por cento, frente a 1,8410 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código ).(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Frederico Rosas)