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Mercado asiático tem forte queda em 2011; Europa segue no foco

Índice de ações Ásia-Pacífico recuou 18% neste ano. Nikkei teve baixa 17%

As bolsas de valores da Ásia terminaram 2011 com a primeira queda anual em três anos, perdendo quase um quinto de seu valor devido à crise de dívida da Europa e turbulência financeira, que abalou o apetite por risco de investidores, conduzindo-os a ativos mais seguros, como o dólar e o ouro.

O índice MSCI de ações Ásia-Pacífico – que reúne papéis da região, com exceção dos japoneses – recuou 18% neste ano, enquanto o índice S&P/ASX 200, da Austrália, desabou 14,5%, marcando a primeira série de quedas em 30 anos.

Já o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, registrou sua segunda baixa anual seguida, perdendo 17% em 2011. Ao recuar ao patamar de 8.455,35 pontos, o Nikkei teve o pior encerramento desde 1982. Além de ser atingido pela crise mundial, o Japão teve de enfrentar neste ano o terremoto de 11 de março.

E a perspectiva das bolsas não é boa para o início do ano que vem. Analistas acreditam que investimentos considerados seguros provavelmente vão continuar beneficiados no início de 2012, com os agentes monitorando de perto esforços para conter a crise de dívida da Europa e a saúde da economia chinesa, que pode determinar o retorno ao risco.

“A perspectiva geral é que no começo do próximo ano vai haver muitos fatores negativos a monitorarmos vindos da crise de dívida soberana europeia. O mercado continuará muito sensível aos desdobramentos na Europa”, afirmou Kenichi Hirano, da Tachibana Securities, em Tóquio.

Refletindo a fuga de ativos de maior risco, os títulos de dez anos renderam ao investidor um retorno de cerca de 17% em 2011, enquanto os papéis alemães tiveram rentabilidade de 13%, e o ouro, de cerca de 10%.

Último dia – Nesta sexta-feira, o mercado subiu 0,20% em Hong Kong, e a bolsa de Taiwan teve variação negativa de 0,04%. O índice referencial de Xangai subiu 1,19%. Cingapura caiu 0,68%, e o australiano S&P/ASX 200 cedeu 0,36%.O Nikkei teve alta de 0,67%.

(Com Reuters e France-Presse)