Honda confirma 11ª morte por explosão de airbag da Takata

Caso aconteceu em junho de 2016 na Flórida quando uma pessoa trabalhava em reparos em um Honda Accord 2001 e o airbag estourou

A Honda confirmou nesta segunda-feira a 11ª morte nos Estados Unidos envolvendo um de seus veículos por causa de um inflador defeituoso de airbag produzido pela Takata.

A mondadora japonesa disse que o acidente aconteceu em junho de 2016 na Flórida quando um indivíduo trabalhava em reparos em um Honda Accord 2001 e o airbag estourou. Os inflatores da Takata podem explodir, arremessando estilhaços metálicos dentro de veículos.

Pelo menos 17 pessoas morreram e 180 ficaram feridas em todo o mundo em acidentes ligados ao defeito, o que gerou o maior recall de segurança já registrado na história e levou a Takata a pedir proteção contra falência no mês passado.

O Honda Accord estava no grupo de mais de 300 mil veículos envolvidos no recall que ainda não foram reparados. A montadora disse que os proprietários receberam ao menos 12 notificações, mas nunca receberam as mudanças recomendadas.

Em 2016, a Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) orientou os proprietários a pararem de dirigir os carros “inseguros” até que eles fossem reparados.

A NHTSA disse que os veículos Honda e Acura modelos de 2001-2003 têm chance de até 50% de serem alvo de uma ruptura perigosa de air bag em caso de acidente.

A Takata, que já foi a número dois mundial dos airbags, utilizava em seus airbags um agente químico, nitrato de amônio, mas sem nenhum tipo de agente dessecante, uma combinação que impedia a absorção da umidade e , em condições climáticas extremas, pode provocar explosões, com a projeção de fragmentos contra o motorista ou os demais passageiros.

A Takata foi fundada em 1933 e começou a utilizar o químico nos anos 2000. Ao que tudo indica, a empresa teria sido avisada rapidamente, mas demorou a reagir, até que o escândalo foi revelado em 2014. Várias montadoras foram afetadas, incluindo Honda, Toyota, Nissan, BMW, Ford e General Motors.

(Com Reuters e AFP)