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Euro opera acima de US$ 1,25

Por Danielle Chaves

Londres – A queda do euro fez uma pausa na manhã desta terça-feira, apesar de a pressão sobre os bônus da Espanha e da Itália atuarem como um lembrete de que os investidores não estão seguros com os planos anunciados no fim de semana para socorrer os bancos espanhóis.

O euro caiu durante a sessão asiática, dando sequência ao movimento de segunda-feira, acentuado após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar os ratings dos dois maiores bancos da Espanha, Santander e BBVA. Após a abertura da sessão na Europa, no entanto, o euro se recuperou e passou a operar acima de US$ 1,25, com operadores destacando compras da moeda pelo Oriente Médio e a exaustão das apostas negativas.

“O foco está lentamente se voltando para a Itália”, comentou Simon Derrick, analista do BNY Mellon, em nota a clientes. “O yield (retorno ao investidor) dos bônus italianos de dez anos está apenas 8 pontos-base abaixo do nível em que estava o yield dos bônus espanhóis de dez anos na quinta-feira”, acrescentou. O yield dos bônus italianos chegou a 6,11% nesta terça-feira, enquanto o da Espanha subiu para 6,63%.

A libra, por sua vez, foi afetada negativamente por dados fracos da produção industrial do Reino Unido em abril, mas se recuperou pouco tempo depois. Já o iene japonês se enfraqueceu depois que David Lipton, vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse que as intervenções do Japão no mercado de câmbio são compreensíveis, o que levantou expectativas de que o Banco do Japão (BOJ) volte a atuar para enfraquecer a moeda.

Às 8h50 (pelo horário de Brasília), o euro subia para US$ 1,2504, de US$ 1,2483 no fim da tarde de segunda-feira, e para 99,47 ienes, de 99,10 ienes. O dólar avançava para 79,56 ienes, de 79,43 ienes ontem, e a libra operava a US$ 1,5534, de US$ 1,5485. O índice do dólar declinava para 82,456, de 82,627 ontem. As informações são da Dow Jones.