Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dólar sobe a R$ 2,94, após atingir mínima em dois meses

Moeda chegou a cair a R$ 2,88, atraindo compradores. Investidores monitoram reunião do Fed e aguardam resultado do PIB americano

O dólar fechou em alta nesta terça-feira, invertendo a queda vista na abertura do pregão. A moeda chegou a romper os 2,90 reais e alcançou a menor cotação em quase dois meses – na mínima, o dólar chegou a 2,88 reais, menor patamar desde 2 de março. No fim da sessão, a divisa encerrou a 2,94 reais na venda, em alta de 0,7%. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,5 bilhão de dólares.

“O movimento (de queda do dólar) foi muito rápido e quando caiu abaixo de 2,90 reais chamou compras”, disse economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto. A moeda americana vinha sendo negociada acima dos 3 reais desde o início de março e voltou a fechar abaixo desse patamar em 23 de abril.

No exterior, o dólar mantinha a tendência de baixa, caindo 0,6% em relação a uma cesta de moedas, com investidores à espera da reunião de dois dias do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que começa nesta terça-feira, e dos dados do primeiro trimestre do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, na quarta-feira.

Leia mais:

Dólar opera em baixa e chega a romper barreira dos R$ 2,90

Dólar cai 1% e fecha em R$ 2,92 – menor valor desde março

Dólar fecha a semana a R$ 2,95 – menor patamar desde março

No âmbio doméstico, o mercado aguarda a reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), que termina na quarta-feira e trará a definição da taxa básica de juros. A expectativa, segundo pesquisa da agência Reuters, é de que a Selic seja elevada em 0,50 ponto porcentual, a 13,25% ao ano.

“A questão agora é até quando vai o atual ciclo de aperto monetário (no Brasil), que também traz uma enxurrada de dólares pelo atrativo da taxa de juros”, disse o operador de câmbio de uma corretora de São Paulo, que falou sob condição de anonimato.

Com a recente desvalorização da moeda americana e a proximidade do fim do mês, o mercado aguarda a divulgação do Banco Central (BC) sobre a continuidade do programa de de swap cambial, que equivale à venda de dólares no mercado futuro.

O BC não renovou o programa de oferta diária de swaps cambiais que venceu no dia 31 de março, mas se comprometeu a renovar integralmente os contratos que venceriam a partir de 1º de maio. “Mas com o dólar no patamar que está, o BC pode começar a diminuir o percentual da rolagem”, disse o gerente de câmbio da Correparti, João Paulo De Gracia Correa.

Bolsa – A Bovespa fechou em alta nesta terça-feira, amparada nos ganhos de bancos e na recuperação dos papéis da Petrobras na segunda etapa da sessão. De acordo com dados preliminares, o principal índice da bolsa paulista subiu 0,41%, a 55.761 pontos. O volume financeiro somava 7,3 bilhões de reais.

(Com agência Reuters)