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BC anuncia leilão e dólar cai a R$ 2,22; Bovespa recua 2,32%

Temor sobre a China e discursos de membros do Fed influenciaram os movimentos de câmbio e bolsa nesta segunda-feira

Após subir durante a manhã, o dólar à vista negociado no mercado de balcão reverteu e fechou em baixa nesta segunda-feira, em sintonia com o exterior. O alívio nas Bolsas de Valores à tarde fez a moeda norte-americana perder força ante outras divisas com elevada correlação com commodities, como o real brasileiro.

Na reta final dos negócios, o Banco Central (BC) anunciou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para terça-feira, 25, o que fez o dólar encerrar em baixa de 0,89% no balcão, cotado a 2,2240 reais, na mínima e no segundo recuo consecutivo ante o real depois de cinco sessões de ganhos. Em junho, a moeda dos EUA acumula alta de 3,59% e, no ano, de 8,75%. Na máxima, vista na abertura, o dólar marcou 2,2650 reais (+0,94%).

Já a bolsa de valores seguiu o pregão em queda, com o Ibovespa fechando a -2,32%, a 45.965 pontos. As maiores perdas do dia foram da Usiminas, que caiu 7,9%, a 7,46 reais, e a Gol, com queda de 7,55%, a 6.73 reais. A bolsa foi altamente influenciada pelo temor de falta de liquidez bancária na China e a desaceleração de sua economia. Tal cenário fez com que as ações de todas as mineradoras e siderúrgicas recuassem, com destaque para a Vale, cujo papel caiu 5,5% a 26,89 reais.

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China e Fed – Pela manhã, preocupações com a escassez de liquidez no mercado interbancário da China pesaram sobre as transações. Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) não fez qualquer referência direta ao recente aumento nos custos de empréstimos para os bancos, ao mesmo tempo em que alegou que vai manter uma política monetária prudente. Se a China vai mal, isso se reflete nas commodities e, em paralelo, em moedas como o real, o que fez o dólar subir no Brasil.

O cenário mudou à tarde, após declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre a retomada da economia. As Bolsas de Nova York reduziram as baixas e o dólar perdeu força ante outras moedas após o presidente do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, defender a adoção de “gatilhos” para determinar as compras de bônus.

O líder do Fed de Minneapolis comentou também que o banco central não está preocupado ainda com as reações dos mercados financeiros ao discurso de Ben Bernanke, que disse na semana passada que as compras de bônus podem ser reduzidas em 2014, se as projeções econômicas atuais se concretizarem. O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, corroborou essa visão, ao afirmar que os membros do Fomc esperavam uma forte reação dos mercados. “O exterior deu uma melhorada, as bolsas voltaram a reagir, principalmente a americana, e as moedas commodities apreciaram (ante o dólar). Isso fez o real reagir aqui também”, comentou operador da mesa de câmbio de um grande banco.

O valor financeiro da oferta do BC, que será feita das 10h30 às 10h40 da terça-feira, é de cerca de 3,3 bilhões de dólares. O leilão pretende promover a rolagem de um vencimento no mesmo montante, que ocorrerá no dia 1º de julho.

(Com Estadão Conteúdo)