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A saída de Maria Silvia do BNDES: pressão daqui, ameaça dali

A executiva entrou no banco para frear a farra do crédito fácil. Não agradou a ninguém, fez inimigos e jogou a toalha

Ao assumir o comando do BNDES, a executiva Maria Silvia Bastos recebeu uma missão espinhosa: fechar as torneiras que fizeram jorrar dinheiro fácil a juros camaradas durante mais de uma década petista. Só que a pressão, de dentro e de fora do banco, foi aumentando, aumentando, até se tornar insuportável – e assim, na sexta, 26 de maio, às vésperas de completar um ano na função, Maria Silvia decidiu deixar um dos cargos mais cobiçados no mundo estatal. O ex-presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, de formação ultraliberal, será o seu substituto.

Os abalos sísmicos de Brasília evidentemente pesaram; tudo o que ela não queria era se ver nos holofotes de uma CPI, em vias de ser instalada no Congresso para investigar o banco, soterrado pela Lava-Jato. A delação bombástica da JBS fez entornar o caldo. Sua saída virou, sobretudo, uma questão pessoal: ela não queria manchar a biografia nem estar na posição de alvo. Segundo VEJA apurou, Maria Silvia recebeu até ameaça anônima em um telefonema.

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