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Traficantes do Alemão tramaram assassinato de general do Exército

Comandante da ocupação no conjunto de favelas, oficial passou a andar com escolta

O general do Exército que comandou a ocupação das Forças Armadas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, esteve na mira de traficantes da região. Um plano de bandidos que controlavam o tráfico de drogas no conjunto de favelas foi interceptado a partir de conversas telefônicas. A partir da descoberta, o general Adriano Pereira Júnior passou a circular com escolta.

Pereira Júnior afirmou ao jornal O Globo que, inicialmente, não tinha intenção de recorrer a escolta particular. Mas, em razão da disposição dos bandidos para matá-lo, a medida foi necessária.

Os complexos de favelas do Alemão e da Penha estão, desde julho, sob controle da Polícia Militar. Na terça-feira, foram inauguradas mais duas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) naquela região. Com um total de 520 policiais militares para seis favelas, as duas novas unidades – Parque Proletário e Vila Cruzeiro – completam o cinturão de segurança da Penha e do Alemão. Ocupado pela Força de Pacificação e pelos batalhões de Operações Especiais (Bope) e Choque (BPChq), o Complexo da Penha já conta com duas UPPs: Chatuba e Fé/Sereno, inauguradas em junho.

No Alemão e na Penha, assim como na Rocinha – próxima favela a receber UPPs – a situação ainda não é tranquila. No início do mês uma policial militar foi morta em um ataque de traficantes na favela Nova Brasília. A região, que por três décadas serviu de esconderijo para traficantes de drogas, era estratégica para as ações do Comando Vermelho. Depois da ocupação, como mostrou reportagem de VEJA, outras favelas da zona norte, como o Morro do Chapadão, passaram a ser abrigo de bandidos.

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