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Segurança de Dilma atrapalha transporte em Salvador

Por Tiago Décimo

Salvador – A presença da presidente Dilma Rousseff na Base Naval de Aratu, na Praia de Inema, em Salvador, está atrapalhando o cotidiano das pessoas que precisam ir do continente à Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos.

Os barcos que fazem a travessia, que custa entre R$ 2,50 e R$ 4,00 por passageiro e duram cerca de 30 minutos, em dias normais, gastam entre 5 e 10 minutos a mais no trajeto, por causa da delimitação de área na frente da Praia de Inema, feita pela Capitania dos Portos, para garantir a privacidade da presidente. O novo “perímetro de segurança” é vigiado, 24 horas, por agentes do órgão em lanchas e jet-skis.

Além disso, o tráfego de barcos à noite foi proibido no local, pela capitania, o que impede a viagem de passageiros que voltariam para casa, na ilha, após a jornada de trabalho em Salvador.

O representante comercial Antônio Carlos Rosa, por exemplo, teve de encurtar a jornada, nos últimos dias, por causa da restrição. “Eu voltava por volta das 19 horas, mas agora tenho de estar aqui às 17h30 para poder chegar em casa”, conta. “No primeiro dia que a Dilma estava aqui (26), dormi em Salvador, porque não consegui voltar.”

Os responsáveis pelo transporte, feito a partir do píer da prefeitura na Praia de São Tomé de Paripe – vizinha a Inema -, também reclamam. “A viagem fica mais longa e ninguém vai pagar o que estamos perdendo”, diz Jefferson Santos, sócio de um barco de transporte.

Caminhada

Cumprindo a rotina diária, Dilma fez, no início da manhã de hoje, uma caminhada pelo interior da Base Naval de Aratu. Fotografias tiradas por prestadores de serviços da base, pouco antes das 7 horas, mostram que a presidente vestia roupas semelhantes às com as quais apareceu ontem, na Praia de Inema: bermuda e camiseta pretas e boné claro.

Também assim como ontem, a presidente estava acompanhada por dois seguranças no trajeto. O exercício foi feito perto da entrada da base naval, longe da curiosidade dos frequentadores da Praia de São Tomé de Paripe e das lentes dos jornalistas que tentam acompanhar a folga presidencial a partir do píer.